terça-feira, novembro 12, 2013

Personalidades de Mato Grosso: Candido Mariano da Silva Rondon

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu no distrito Mimoso, Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva; ele perdeu o pai antes de seu nascimento e a mãe quando tinha dois anos de vida, tendo sido então criado pelo avô e por um tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".Seu pai era descendente de portugueses e sua mãe, descendente de índios Bororós.
Após concluir os estudos, Rondon foi ser professor e mais tarde ingressou no Regimento de Cavalaria no ano de 1881 e, mais tarde, se matriculou na Escola Militar do Rio de Janeiro. Em 1888 era promovido a alferes (posto correspondente hoje a "aspirante-a-oficial").
Foi indicado componente da Comissão Construtora das Linhas Telegráficas, explorando sertões do Mato Grosso, no ano de 1892. A partir daí, Rondon passou a cuidar dos direitos dos índios. Sua tese era: "Matar nunca, morrer se necessário".
Durante sua vida, Rondon dedicou-se a duas causas mestras: a ligação dos mais afastados pontos da fronteira e do sertão brasileiro aos principais centros urbanos e a integração do indígena à civilização. Somente uma ou outra tarefa teriam bastado para justificar o nome de Rondon na História. Mas o ilustre militar foi muito além.
Na primeira empreitada, Rondon desbravou mais de 50.000 quilômetros de sertão e estendeu mais de 2.000 quilômetros de fios de cobre pelas regiões do País, ligando as mais longínquas paragens brasileiras pela comunicação do telégrafo. Como indigenista, pacificou tribos, estudou os usos e costumes dos habitantes dos lugares percorridos, participou da criação de medidas legais de proteção aos silvícolas. Tanto que, a 7 de setembro de 1910, foi nomeado diretor da Fundação do Serviço de Proteção aos Índios, precursora da atual Fundação Nacional de Assistência ao Índio, em face do muito que já realizara e da estatura moral e intelectual patenteada em toda sua carreira.
Efetuou uma expedição às margens do Amazonas junto com Teodoro e Roosevelt no ano de 1913. De 1927 a 1930, foi responsável por inspecionar as fronteiras do Brasil, do Oiapoque até a divisa da Argentina com o Uruguai.

Recebeu o título de Civilizador do Sertão, no ano de 1939 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pelo trabalho realizado junto aos índios. Foi considerado grande chefe pelos índios silvícolas, e pelos civilizados Marechal de Paz.
Alem dessas conquistas, as expedições de Rondon também contribuíram para que quinze novos rios viessem a figurar em nossos mapas como resultado de suas explorações fluviais; o Museu Nacional enriqueceu-se com vinte mil exemplares de nossa fauna e flora, devidamente inventariados; enorme área de quinhentos mil quilômetros quadrados foi integrada ao espaço brasileiro; e foram compilados, num total de setenta volumes, relatórios alusivos à Biologia, Geologia, Hidrografia e todos os aspectos das regiões antes desconhecidos.
O reconhecimento da obra de Rondon extrapolou as fronteiras do Brasil. Teve a glória de ter seu nome escrito em letras de ouro maciço no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais, ao lado de outros imortais como Amundsen e Pearry, descobridores dos pólos Norte e Sul; e Charcot e Byrd, exploradores que mais profundamente penetraram em terras árticas e antárticas.
Na sessão solene do Congresso Nacional de 5 de maio de 1955, já com 90 anos, Rondon recebeu as insígnias do posto de marechal.
No ano de 1956 Rondon recebeu uma grande homenagem. Nesta ocasião, o Território do Guaporé ganhou o seu nome, hoje o denominado Estado de Rondônia. Em 1957 foi indicado ao prêmio Nobel da Paz. Ainda hoje é um nome brasileiro com enorme respeito e inserção internacional por decorrência de sua contribuição à botânica e apoio à causa indígena. Seu falecimento foi no dia 19 de janeiro do ano de 1958, aos 92 anos.
A tenacidade, a dedicação, a abnegação e o altruísmo, atributos marcantes de sua personalidade, o fizeram merecedor, com indiscutível justiça, do título de Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, sendo sua data natalícia tomada como o Dia Nacional das Comunicações.

























 











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