quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade, assim é o cooperativismo



As cooperativas se baseiam em valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. 

O cooperativismo nasceu no final do século 19, na Inglaterra dos tempos da Revolução Industrial, quando 28 tecelões se uniram para fundar uma sociedade com uma visão diferente de mercado. Ela buscava ser uma alternativa econômica ao capitalismo acelerado da época, que causava aumento exagerado nos preços, desemprego e jornadas de trabalho cansativas para mulheres e crianças.
Com o passar dos anos, mais pessoas foram aderindo e a noção de cooperativismo foi se adaptando aos novos tempos. A essência, no entanto, continua a mesma. De acordo com a definição proposta pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida. É uma cultura baseada na solidariedade, confiança e na ação coletiva.
Desta forma, podemos dizer que o cooperativismo pode ser um instrumento importante para o desenvolvimento de regiões carentes do país. As cooperativas de crédito, por exemplo, fazem o papel de levar recursos para locais que não têm acesso aos serviços de uma agência bancária. Por meio da interação solidária, aumentam a confiança entre as pessoas e patrocinam as mudanças na realidade de uma comunidade. 
São administradas pelos próprios cooperados e voltadas, principalmente, para o pequeno agricultor, que muitas vezes não tem qualquer tipo de garantia a oferecer.
Diferente­­mente de uma instituição financeira, como o banco, a cooperativa de crédito não visa ao lucro, mas à transformação social. 
Ela existe por causa do capital, a matéria-prima é o dinheiro, mas sua função é social. Não trabalha em cima do acúmulo de capital, mas vem a serviço do homem.
As cooperativas fogem da exigência de garantia, ou aval, para conceder o crédito, como os bancos fazem, e permitem que um grupo de vizinhos ou parentes avalize uma pessoa, se ela tem mesmo necessidade daquele investimento e se pode pagar. Esse sistema é chamado de Aval Solidário. Assim, a pessoa vale o que ela é e não o que ela tem.
Contribuição vira círculo virtuoso
Segundo o Portal do Coope­rativismo de Crédito, hoje são 1.273 cooperativas de crédito no Brasil. Na América Latina, o país fica atrás só da Venezuela (1.755). Embora nem todas trabalhem com o sistema de aval solidário, em que um grupo de pessoas dá as garantias do investimento por uma delas, as cooperativas ainda sim reforçam o investimento feito dentro da comunidade.




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