quinta-feira, maio 01, 2014

Inferno astral de João Emanuel continua, agora o MPF investiga o ex vereador por vendas de moradias do Minha Casa, Minha Vida


Não está fácil a vida do jovem que se despontava com futuro político promissor. Filho de desembargador aposentado e genro de uma das figuras políticas de maior influência no estado de Mato Grosso, José Geraldo Riva, João Emanuel viu tudo ruir de uma hora para outra. 
Vale lembrar que em outubro de 2012 foi eleito com 5.824, sendo o vereador mais votado nas eleições municipais daquele ano em Cuiabá. Ele também foi o vereador mais jovem a presidir a Câmara Municipal, com aos 32 anos - eleito por 14 vereadores para dirigir a Mesa Diretora, em eleição bastante conturbada.
Primeiro foram as denuncias de abuso de poder econômico em sua eleição para vereador e em seguida de compra de votos na eleição de presidente da Câmara - tudo contornado posteriormente. Depois O MPE denunciou João Emanuel, e mais nove pessoas, por um esquema de venda de sentença organizado para conseguir a soltura de narcotraficantes internacionais da família Pagliuca. 
Mas, ai veio o golpe na ponta do queixo: A imagem de João Emanuel ficou nacionalmente conhecida após ser flagrado em um vídeo, no qual ensinava como fraudar uma licitação. Pra ajudar na derrocada, o vereador disse na gravação que na Câmara dos Vereadores de Cuiabá: “Só tem artista”. Sem apoio dos colegas, ele renunciou ao cargo de presidente da casa de leis, achando que assim enfraqueceria o procedimento instaurado visando a cassação de seu mandato.
Ai foi ladeira a baixo. João Emanuel foi preso no dia 26 de março deste ano, sob a acusação de chefiar uma organização criminosa que atuava em crimes de falsificação, estelionato, corrupção e grilagem de terras, na Operação Aprendiz.  Foi solto posteriormente. Em plenário, no dia 25 de abril, ele amargou a última derrota no campo político: a cassação. Dos 25, 20 vereadores votaram a favor da perda do mandato.
Na esfera jurídica, o levanta e cai continua. O Ministério Público Federal (MPF) vê indícios de participação do ex-vereador por Cuiabá João Emanuel Moreira Lima (PSD) na venda ilegal de casas do programa federal Minha Casa Minha Vida, provavelmente, praticadas por ele quando ainda era secretário municipal de Habitação de Cuiabá, na administração do ex-prefeito Chico Galindo (PTB).
Conforme portaria de Número 67/2014, publicada pelo MPF, as casas que eram destinadas a moradores de área de risco, pelo programa do governo federal, eram vendidas pelo então secretário João Emanuel, de forma ilegal, por quantias entre R$ 500 e R$ 1 mil com a intenção e angariar votos e recursos para sua campanha de vereador nas eleições municipais de Cuiabá em 2012. 
A procuradora da República, Valéria Etgeton de Siqueira foi quem assinou a autorização para a abertura da investigação. O suposto envolvimento de Emanuel no esquema de venda das casas populares em troca de votos e dinheiro para sua campanha foi denunciado ao MPF no ano passado e agora foi transformado no procedimento investigatório criminal. Saravá!!!

 




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