sábado, janeiro 19, 2019

Quem disse que trabalho não combina com prazer?



Há quem considere um ato de coragem. Ou de loucura. Trocar um emprego indigesto, mas lucrativo, por uma atividade prazerosa, mas de rendimento incerto, é algo que muitos pensam, mas poucos colocam em prática. De acordo com a psicóloga Cleia Cunha, o sonho de transformar um hobby em profissão costuma vir à tona especialmente no fim de ano, período em que muita gente está descontente com o atual emprego.
“É natural que pessoas maduras, que estejam na profissão há algum tempo, pensem nisso, e que algumas tomem finalmente esse tipo de decisão”, afirma a psicóloga. Ao seguir esse rumo, porém, é preciso ter a cabeça fria para afastar ilusões de sucesso e temores infundados de fracasso.
Decisão planejada
Quando um hobby se transfora em emprego, há uma grande probabilidade de que o serviço seja feito com mais paixão e esmero. No entanto, isso não garante necessariamente o seu êxito. “Tanto pode dar certo, quanto pode não dar. Prazer e habilidade são atributos importantes, mas é preciso ter também um planejamento de negócio. Não por acaso tantas pousadas abrem e fecham no Brasil. Uma coisa é gostar de frequentar pousadas e outra é abrir uma”, exemplifica Cleia.
“Para ter sucesso em um mercado competitivo, é preciso fazer o que se gosta e no local certo”, completa a psicóloga Adriana Fernandes, especialista em coaching da GD9. “A maior dificuldade é associar o que se gosta de fazer no tempo livre com algo realmente lucrativo, que ofereça independência financeira”, afirma Adriana.
Para quem vive com a família, também é fundamental discutir com o pessoal de casa esse projeto de profissionalização do antigo “passatempo”. Afinal, muitas vezes a mudança de ofício altera o padrão de vida. “Diante dessas questões delicadas, antes de tomar a decisão, é normal essa pessoa pensar que está maluca ao desejar isso. Por mais que seja planejada, a mudança traz apreensão. Mas, depois, tem tudo para virar satisfação”, opina Cleia.

GAZETA DO POVO






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