quarta-feira, março 25, 2015

Russos suspendem compra de carnes de Mato Grosso



O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Russia determinaram a suspensão da importação de carnes suína e bovina de frigorífico mato-grossense e outras 7 empresas brasileiras do setor.
O impedimento de exportar para a Rússia está valendo desde o dia 20 de março. Em Mato Grosso, a unidade atingida é a Natural Pork Alimentos (Frigorífico Excelência), localizada em Nova Mutum.
Segundo o diretor-presidente da Natural Pork Alimentos S.A., Alberto Vielmo, a indústria já não vinha exportando para a Rússia porque precisa de uma liberação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para o diretor-presidente, a interrupção na compra não se baseia na questão sanitária e sim no aspecto comercial (econômica).
Dentre as outras empresas atingidas estão BRF e JBS. 
A BRF está impedida de exportar a partir da unidade em Uberlândia (MG). A companhia disse que a decisão do governo russo não afeta a estratégia comercial da empresa porque ela já havia decidido interromper as vendas de carne suína a partir da unidade de Minas Gerais. 
De uma unidade do Rio Grande do Sul (Ana Rech), a JBS está impedida de exportar carne suína e miúdos. No fim de fevereiro o governo russo já havia decidido coletar amostras de lotes de carne bovina produzida nas fábricas da JBS em Lins (SP) e Mozarlândia (GO). Os testes também foram reforçados em relação aos miúdos bovinos produzidos pelo frigorífico de Vilhena (RO). A indústria alimentícia não comentou o assunto.
As restrições em relação ao comércio de carne e miúdos suínos com a Rússia também atingiram o Frigorizzi (Rio Grande do Sul) e o Palmali Industrial (Paraná). Já o Mondelli (São Paulo) e o Big Boi (Paraná) tiveram exportações de carne bovina restringidas. Por sua vez, o Frig Industrial (Santa Catarina) teve as vendas de intestinos barradas pela Rússia, em decisão que também afetou o Big Boi e o Natural Pork Alimentos.
O Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ainda não se posicionaram a respeito das restrições temporárias.



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