quarta-feira, setembro 23, 2015

Conselho lança cartilha para ajudar a identificar sinais e prevenir suicídios



A cada 45 minutos, um brasileiro morre vítima do suicídio. Para cada mulher que atenta contra a própria vida, existem três homens que fazem o mesmo. Com a meta de mudar essa realidade, a Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos, Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, Cruz Vermelha, Centro de Valorização da Vida, entre outros se uniram em torno do Setembro Amarelo.
A campanha quer chamar atenção e busca sensibilizar profissionais de saúde e a própria sociedade para o fato de que o suicídio pode ser prevenido e que o silêncio em torno do tema precisa ser rompido.
Razões
De acordo com Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, não existe uma razão única que explique o que leva uma pessoa a cometer suicídio.  O que se sabe é que o ato não é opcional. A pessoa que o comete desenvolve tamanho sofrimento que a morte lhe parece a única saída. O comportamento suicida está dividido em duas circunstâncias: a tentativa e a morte com intenção. A entidade destaca que o suicídio é um sintoma e a base do problema precisa ser tratada, ressaltando que o problema, em 95% das situações, é secundário a um transtorno mental, a exemplo dos bipolares, depressivos e outros. 
A Sociedade Brasileira de Neuropsicologia ressalta que as mulheres tentam muito mais que os homens, no entanto, eles acabam tendo mais sucesso, pois os métodos empregados são sempre mais letais. 
Segundo as informações da própria Associação Brasileira de Psiquiatria, o risco de suicídio aumenta entre aqueles com história familiar de suicídio ou de tentativa de suicídio. Estudos de genética epidemiológica mostram que há componentes genéticos, assim como ambientais envolvidos na tomada de decisão de tirar a própria vida. Os psiquiatras destacam também que o risco de suicídio aumenta entre aqueles que foram casados com alguém que se suicidou.
Sintomas
Além da escuta ser um fator protetivo, os profissionais de saúde alertam para os sinais que ajudam a identificar o risco de suicídio, tais como as mudanças bruscas de comportamento. Ao contrário do que muitos pensam, os atos suicidas não estão vinculados apenas à depressão. Completando, o perigo maior reside justamente na fase onde há um misto entre os sintomas depressivos e de euforia. 

Vale salientar que o Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, cerca de 30 por dia, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Os números brasileiros devem, entretanto, ser analisados com cautela. Para as entidades médicas, em primeiro lugar, porque pode haver uma subnotifcação do número de suicídios, em segundo lugar porque há uma grande variação regional nas taxas.

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