terça-feira, maio 17, 2016

Não há recursos para dar tudo a todos, diz novo ministro da Saúde sobre SUS



O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (terça-feira 17-05-16) que vai buscar, junto à equipe econômica do presidente interino Michel Temer, a aplicação do que foi previsto para o setor no Orçamento 2016. Houve, segundo ele, um corte de R$ 5,5 bilhões no setor, feito pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff.

“Espero poder recompor esses valores para que todos os compromissos do ministério sejam cumpridos. Se a equipe econômica, que acaba de se instalar, não tiver condições de recompor esses valores, aí, sim, nós iniciaremos uma análise de que áreas poderão cooperar com o ajuste fiscal.”

Questionado sobre a possibilidade de reduzir o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS), Barros destacou que trata-se de uma cláusula da Constituição que prevê saúde universal para todos, mas admitiu que “não há recursos para se dar tudo a todos”, disse o ministro. “O SUS tem funcionado com os recursos que tem, atendendo ao máximo de pessoas com as melhores condições possíveis.”

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro afirmou que a capacidade financeira do governo para suprir garantias a que os cidadãos têm direito não são suficientes e que o país não está em um nível de desenvolvimento econômico que permita garantir esses direitos por conta do Estado. Sobre o material, publicado hoje, Barros disse estar se referindo à reforma da Previdência e não ao SUS.


Ele lembrou que a Previdência consome 50% dos recursos. Barros disse ainda que houve um acordo, uma repactuação em Portugal, na Grécia, na Espanha. E haverá um momento em que isso precisará ser resolvido no Brasil. 

Com informações da Folha
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