sábado, junho 11, 2016

Medo e pânico





Os moradores de Cuiabá e Várzea Grande viveram ontem uma verdadeira noite de terror. Foram aflições de quem voltava do trabalho e quem esperava pelos seus em retorno ao lar. Ônibus foram queimados, carros danificados por ação de vândalos e medo, muito medo.
Todo esse “terror” foi comandado de dentro dos presídios de Mato Grosso, onde gravações que circulavam nas redes sociais davam conta que era para “atacar” policiais civis, militares e até do Corpo de Bombeiros.
Três ônibus foram incendiados no começo da noite, em Cuiabá e Várzea Grande.
Os ataques aos ônibus aconteceram nos bairros Praeiro e Pedra 90, em Cuiabá, e Unipark, em Várzea Grande. Os veículos foram evacuados e, em seguida, incendiados. Depois dos três atos, as empresas retiraram os seus veículos de circulação e os recolheram nas respectivas garagens. Penalizando o trabalhador que retornava para casa após mais um dia de trabalho.

Um dos veículos foi queimado às 18h24 no bairro Praeiro, outro às 19h55, no ponto final do bairro Pedra 90 e um terceiro, às 20h07, no bairro Unipark, em Várzea Grande.
Carros parados em vias públicas foram alvejados por marginais, a m,ando dos comparsas. A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) também confirmou que a casa de um agente prisional, no bairro Eldorado, em Cuiabá, foi atingida por sete disparos. Ninguém se feriu.

A Sesp informou que está investigando a origem dos ataques a ônibus do sistema de transporte coletivo e informou ainda que o policiamento na capital e em Várzea Grande foi reforçado e que este reforço do policiamento será estendido durante todo o fim de semana.
A alegação é que esses atos sejam em retaliação do cancelamento de visitas nos presídios, devido a greve dos servidores do sistema penitenciário do estado.
Mesmo com a ilegalidade da greve, decretada pelo desembargador Alberto Ferreira de Souza no dia 03 de junho, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, a categoria não interrompeu a paralisação. Multa esta que nunca são pagas pelos sindicatos que fazem o que melhor lhe convier, já que na negociação incluem o perdão dessa pena.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) admite o risco de outros ataques serem registrados nas próximas horas.
Nessa luta do rochedo contra o mar, quem paga caro é o marisco. Sem entrar no mérito, neste caso, o povo é o único penalizado com essas greves. Vivemos um momento de incertezas, onde milhões de brasileiros estão sendo dispensados do trabalho, o país devia ver a situação de uma forma macro, onde todos deviam dar a sua parcela de colaboração. Mas não é isso que temos vistos! Os interesses individualizados tem suplantado o coletivo.


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