quarta-feira, junho 01, 2016

Mulheres realizam atos contra cultura do estupro, em Cuiabá a manifestação será na Avenida do CPA



A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), tem dados que apontam que em Mato Grosso foram registrados 1047 casos de estupros em 2015. De janeiro até o dia 30 de maio deste ano os registros já somam 474 casos, ou seja, uma média de três mulheres violentadas por dia.
E as mulheres prometem abrir a poça e denunciar os atos de violência em todo o país. Para abrir os olhos de todas quanto à necessidade de não se calar, atos de alerta estão sendo realizados.
O espaço do monumento em homenagem ao falecido deputado federal Ulysses Guimarães, na Avenida do CPA em Cuiabá, será utilizado pelo coletivo  Mulheres de Mato Grosso para chamar a atenção da população quanto aos atos de violência praticados contra elas.
A concentração começa às 16h. O evento tem por objetivo alertar a sociedade sobre a necessidade de discutir a violência contra a mulher e incentivar a denúncia.
Jacqueline Oliveira é uma das organizadoras do evento, ela preside a Associação de Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Mato Grosso (Libles) .  A ativista  explica que não se pode calar diante desses fatos. “As mulheres não podem achar isso como normal e que são coisas quer acontecem. Com os casos registrados teremos dados mais precisos para cobrar políticas públicas”, disse.
O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso participa do ato. A defensora pública da Vara de Violência Doméstica, Rosana Leite de Barros, diz que o crime de estupro é o mais subnotificado do mundo por diversos fatores e mesmo assim temos números altos.
A defensora apoia o ato em Cuiabá e afirma que é preciso tocar nessa ferida em todos os setores da sociedade. “Precisamos discutir todos os tipos de violência que a mulher sofre, seja dentro de casa ou na rua. Essa cultura do estupro é a cultura de uma sociedade que considera o homem hierarquicamente superior a mulher, é a cultura da tolerância da cantada, do assovio, do assédio que levam a abusos muito mais graves”, comenta. “A denúncia garante a punição do agressor, por isto é tão importante”, alerta.
O ato em Cuiabá ocorre uma semana após vir à tona o caso do estupro coletivo cometido por 33 homens contra uma adolescente no Rio de Janeiro. Grupos de mulheres de outras capitais brasileiras já anunciaram que irão realizar manifestações neste 01 de junho, com o mesmo objetivo.

Além da Libles, participam da organização do ato em Cuiabá a Frente pela vida das mulheres, Conselho Estadual da mulher, Mulheres do Hip Hop, Frente Feminista da UFMT, Movimento Rua, Mulheres resistem MT.


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