segunda-feira, agosto 29, 2016

Em tom emocional, Dilma Rousseff cita a a palavra 'golpe' por nove vezes




Em um discurso emocional no Senado, a presidente afastada, Dilma Rousseff, citou a palavra “golpe” nove vezes durante uma fala de 45 minutos na tribuna da Casa. A petista reiterou que não cometeu nenhum crime de responsabilidade ao abrir créditos suplementares supostamente sem autorização e ao atrasar pagamentos a bancos estatais que faziam repasses a programas de incentivo agrícola.

Dilma relembrou o período em que foi torturada por agentes da ditadura militar (1964-1985) e apelou aos senadores da oposição para que eles não façam parte da história na condição dos que se alinharam à injustiça. “Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura”, lembrou a presidente . Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.”

Ela destacou à oposição que, se for condenada e cassada, outros presidentes, governadores e prefeitos também serão depostos mesmo sem terem cometido crime.

“Lembrem-se do terrível precedente que a decisão pode abrir para outros presidentes, governadores e prefeitos. Condenar sem provas substantivas. Condenar um inocente.” Para Dilma, a oposição tem que votar sem ressentimento contra ela. “Votem sem ressentimento. O que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos sentimos pelo país e pelo povo brasileiro".




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