sexta-feira, setembro 02, 2016

Silval perde mais uma no STJ



O ex – governador Silval Barbosa (PMDB) vem de uma seqüência de derrotas de pedidos de medidas que almejam a sua soltura, desde sua prisão no dia 17 de setembro de 2015. Silval vinha de mais uma derrota na esfera da justiça estadual, quando em sessão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na tarde de quarta-feira (31-08-16), foi negado pedido de liberdade ao político. A petição foi negada por unanimidade dos integrantes da Câmara Criminal.
No próximo dia 17, o ex-governador completa 1 ano preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). Até o momento, ele contabiliza mais de dez derrotas no TJMT, no STJ e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois da negativa na justiça de Mato Grosso, nesta mesma semana um novo pedido de habeas corpus foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A negativa se deu ontem (quinta-feira 1º-09-16). A decisão contrária ao peemedebista acusado de chefiar uma organização criminosa que cobrava propina de empresários que tinham contratos com o governo de Mato Grosso foi proferida pelo ministro Antônio Saldanha Palheiro, da 6ª Turma da Corte Superior.
Mas a defesa não desiste de tentar botar Silval em liberdade. Ontem(quinta-feira), os advogados de Silval protocolaram mais um habeas corpus que ainda aguarda distribuição para um relator. A tendência é que fique também sob relatoria do ministro Antônio Palheiros.
A prisão preventiva que a defesa tenta revogar foi decretada pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e cumprida na 3ª fase da Operação Sodoma, deflagrada em 22 de março deste ano.
Silval Barbosa é acusado de chefiar uma organização criminosa que cobra propina de empresários que mantinham contratos com o Estado e também pratica extorsão contra as vítimas. Ele foi preso na Operação Sodoma. Até o momento, Silval é réu em 2 ações penais.
Na quarta-feira (31-08-16) ele foi interrogado pela juíza Selma Rosane e confirmou que no seu governo existia uma organização criminosa ou mais de uma, mas negou fazer parte. Alegou que o chefe da quadrilha era o ex-secretário de Administração, César Roberto Zílio, que também foi preso na Operação Sodoma, mas fez delação premiada junto ao Ministério Público e à Polícia Civil e ganhou liberdade.
Zílio entregou todo o esquema e apontou que o ex-governador era o chefe da organização e articulou o esquema de cobrança de propinas para levantar dinheiro para sua campanha de 2010 quando foi reeleito governador de Mato grosso e também para pagar dívidas políticas já existentes.


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