segunda-feira, outubro 31, 2016

E AGORA... COMEMORAR O QUÊ? - Gilberto Nasser



Paira um silêncio na cidade que acabou de eleger seu prefeito com mais de 60% dos votos válidos. Pela expressiva "vitória", as grandes avenidas deveriam estar barulhentas e cheias de gente eufórica, mas o silêncio continua. Não há foguetórios e as pessoas parecem que resolveram refletir agora, depois do ato consumado. Seria arrependimento? Vergonha? 

Uma coisa certa já se sabe: a vitória não é de Cuiabá. É da birra, do ódio e da vingança de uma classe, que insuflada por sindicalistas acostumados com governos populistas e irresponsáveis com a administração pública, não aceitaram abrir mão da mamata e dos seus privilégios acumulados ao longo de décadas e votaram pra mostrar que são do balacobaco.

"Pensar no bem de Cuiabá? Pra quê? Eu quero é o meu RGA e mais aumento no meu salário. Não me interessa se o governo, que está aí, é sério e quer equilibrar as finanças para tornar o estado viável. Não me interessa se o estado, a cidade e o país estão falindo, porque o governo não sabe mais de onde tirar dinheiro para pagar as minhas vantagens. Tudo isso não me interessa. Vamos votar em quem finge que está do nosso lado, mesmo que isso gere inflação, desemprego, falta de investimento em obras para a educação, segurança e saúde. Mesmo que isso gere mais corrupção e traga de volta para o poder o grupo mais corrupto que Mato Grosso já teve. Tão corrupto, que pela primeira vez, estão todos os seus cabeças na cadeia." Mas parece que isso foi pouco. 

O resultado das eleições indica que ainda não está de bom tamanho. Parece que tem gente que quer mais corrupção. E isso é muito triste! Não tem nem como comentar de tão desconcertante que é a situação. 

Outra coisa também é certa: a derrota não foi de Wilson Santos, pois ele pagou um preço injusto por assumir uma candidatura, que naturalmente, era do prefeito Mauro Mendes, que ganharia facilmente a sua reeleição. Mas Mauro não quis e, o que é pior, pulou do barco, nos deixando, na última hora, quando o grupo que o apoia, capitaneado pelo governador Pedro Taques, não tinha mais tempo de construir um novo candidato para substituir Mauro Mendes. 

Nesse apuro, ninguém queria pegar essa responsabilidade de última hora. E foi, então, que Wilson Santos, como soldado leal do seu partido PSDB e do seu grupo político, aceitou a missão e foi à luta por Cuiabá. Começou a campanha lá em baixo nas pesquisas e completamente desacreditado. Passou todo o 1º turno oscilando entre o 3º e o 4º lugar nas pesquisas. 

Era impensável chegar no 2º turno. 

Porém, o galinho bom de briga, contra todas as perspectivas, chegou lá, surpreendendo a todos. E foi bem longe, mesmo com toda campanha difamatória e mentirosa contra ele, só porque abandonou a prefeitura em seu 2º mandato para concorrer ao governo do estado, quando, infelizmente, perdeu para Silval e seu grupo, que deu no que deu. Antes tivesse ganho e, talvez hoje, estaríamos livres de tanta corrupção e obras mal feitas e inacabadas da copa do mundo. Esse foi o grande pecado de Wilson Santos, que aliás teve a humildade de pedir perdão para os cuiabanos. Coisa rara entre os políticos e ato nobre de quem respeita seu eleitor. Mas mesmo assim, a revanche foi implacável. E veio justamente das mesmas pessoas que há alguns meses estavam nas ruas lutando e pedindo a queda do governo corrupto do PT de Dilma e Lula. Não perceberam que esse mesmo grupo estava por trás do candidato eleito hoje. Agora é tarde! 

Só daqui a 4 anos para corrigir os arrependimentos. 

Em 2019, Cuiabá completará seus 300 anos. O que será que teremos para comemorar neste tricentenário? Para terminar, mais uma coisa é bem certa: os quase 40% de eleitores que conscientemente votaram pelo bem de Cuiabá e pensando na velha capital, estão em silêncio respeitoso em reverência ao resultado democrático das urnas. Talvez estejam tristes, não por motivos pessoais, pois votaram com a razão e não movidos por paixões, mas talvez estejam tristes por Cuiabá, pelos próximos 4 anos, onde estaremos à mercê de um grupo, que talvez nos governe com mensagens vindas do cárcere. Mas apesar de tudo, esses eleitores estão tranquilos porque combateram o bom combate e apostaram no bem para todos e não só para si. Hoje, essas pessoas dormirão tranquilas, porque estão em paz consigo e com sua cidade.


Gilberto Nasser é professor, radialista, jornalista, cantor, ator, poeta e observador da vida



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3 comentários:

Wilson seria o bem pra Cuiabá? Só se for na sua idéia é desse partido tão corrupto quando pmdb e pt. Psdb não deveria estar atrás de política, administração pública, pois visa o lucro de seus financiadores e trabalha apenas pra eles veja o exemplo de São Paulo e agora com o Pedro táxi...

Esse Gilberto Nasser, disse um monte de asneira. Esse artigo dele nem deveria ser publicado. Vejam as profissões dele no rodapé. Se fosse bom naquilo que faz, apenas uma profissão seria suficiente. Perdeu a chance de ficar calado.

E agora comemorar o que? O que mesmo depois de tanta baixaria e falta de respeito nessas eleições como o cidadão matogrossense. Falta de respeito com os direitos dos servidores desse Estado, até com o direito de liberdade de voto querem acabar...vão rasgar a Constituição será?! Que o diga o Sr. ELIAS. Aí vem perguntar comemorar o que???? Foi a mesma pergunta que os servidores públicos se fizeram no dia 28/10 Dia do Servidor. Chamados de vagabundos por lutarem por seus direitos em plena assembléia legislativa. A verdade Senhor que quem mantém esse estado são esses servidores, que pagam impostos!!! Então se não votamos em Wilson estamos exercendo o nosso direito. Se Wilson seria tão bom para Cuiabá e mesmo assim nao foi eleito. Reclame com os cidadãos que não votaram ou votaram em branco. A final nós somos só 100 mil cadê os demais cidadãos? Estavam emocionados demais com as propostas DO SEU CANDIDATO QUE nao conseguiram votar?Fala sério!!!!

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