quinta-feira, janeiro 26, 2017

Lava Jato leva pra cadeia vice-presidente do Flamengo e emite mandado de prisão contra Eike Batista



A Polícia Federal tenta cumprir desde o início da manhã desta quinta-feira (26-01-17) um mandado de prisão preventiva (sem data para terminar) contra o empresário Eike Batista. A ação faz parte da Operação Eficiência, segunda fase da Calicute, braço da Lava Jato do Rio.

Os policiais chegaram à casa do empresário, localizada no Jardim Botânico, zona sul, por volta das 6h da manhã. O empresário, no entanto, não está no Brasil. Neste momento, ele é considerado foragido pela Justiça. Contra ele também está sendo cumprido mandado de busca e apreensão.

Eike é investigado por corrupção ativa por ter pagado propina para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) utilizando um contrato fictício. 

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a acompanhar os policiais para prestarem depoimento) e 22 de busca e apreensão, todos no Rio de Janeiro.

Entre eles esta o advogado Flavio Godinho, ex-braço direito de Eike e atualmente é vice-presidente de futebol do Flamengo. Assim como o empresário, Godinho também é "investigado por corrupção ativa com o uso de contrato fictício", segundo o MPF (Ministério Público Federal). 

Eike, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem cometido atos de obstrução da investigação porque, em uma busca e apreensão em endereço vinculado ao empresário em 2015, foram apreendidos extratos que comprovavam a transferência dos valores ilícitos de uma conta no Panamá para a empresa Arcadia Associados, segundo o MPF. Na transação, teriam sido pagos por Eike e Godinho US$ 16,5 milhões em propina para o ex-governador.

"Esse valor foi solicitado por Sérgio Cabral a Eike Batista no ano de 2010 e, para dar aparência de legalidade à operação, foi realizado, em 2011, um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro", segundo a força-tarefa da Calicute.

O trio teria orientado os donos da Arcadia a manterem perante as autoridades a versão de que o contrato de intermediação seria verdadeiro. Segundo o MPF, a empresa recebeu os valores ilícitos numa conta no Uruguai em nome de terceiros, mas à disposição de Cabral.


"De maneira sofisticada e reiterada, Eike Batista utiliza a simulação de negócios jurídicos para o pagamento e posterior ocultação de valores ilícitos, o que comprova a necessidade da sua prisão para a garantia da ordem pública", dizem, em nota, os procuradores da Calicute.

UOL

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