quinta-feira, janeiro 19, 2017

'Sexo oral é bom para a mulher', dizem cientistas



De acordo com estudos recentes da Universidade de Nova York, o sexo oral é bom para a saúde da mulher e a faz se sentir mais feliz. Pesquisadores afirmam que as mulheres que praticam o sexo oral sem camisinha são menos deprimidas e têm um melhor desempenho em testes cognitivos. 

Foram entrevistadas 293 mulheres, que tiveram sua vida sexual e sua saúde mental avaliadas. Cientistas constataram que a felicidade entre as mulheres sexualmente ativas e que não fazem uso da camisinha, parece ser derivada de uma função das composições químicas do sêmen que atuam no corpo. O plasma contém pelo menos três agentes anti-depressivos, como a tireotrofina, hormônio associado ao aparelho reprodutor feminino, a melatonina, que induz o sono, e a serotonina, que melhora o humor.
Mais: o esperma contém cortisol, que é conhecido por aumentar a afeição, além de um tipo de estrogênio e oxitocina, que elevam o nível de humor, melatonina, que é agente indutor do sono, e seratonina, o mais conhecido neurotransmissor antidepressão.,
Outros achados da pesquisa:
- Mulheres sexualmente ativas apresentam menos sintomas de depressão que mulheres celibatárias.

- Mulheres que se descreveram como "promíscuas" e que fazem sexo protegido apresentaram o mesmo nível de depressão que o grupo da abstinência sexual.
Resumo do estudo:
- A quantidade de sêmen no corpo da mulher pode indicar o quanto ela é feliz.
Por outro lado, o sexo oral com o uso da camisinha indicou mulheres com um índice de depressão equivalente às que não têm vida sexual ativa.


Uma outra pesquisa alerta que o sexo oral, em mulheres, causa mais câncer de garganta, em homens, que cigarro e bebida.

Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas no colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.

Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.


Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.


Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.


Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.


Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.


No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns de câncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir. 

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