domingo, março 12, 2017

Estudo revela que sangue e órgãos femininos armazenam células do feto por muito tempo depois do parto


Pesquisa revela que o sangue de uma mulher grávida contém não apenas suas próprias células, mas um pequeno número das de seu bebê, e algumas delas permanecem no interior de seus órgãos muito tempo depois que a criança nasce.

Segundo a pesquisa, três tipos de células do feto agora foram identificadas nos pulmões de camundongos gestantes mais velhas pela equipe de pesquisa liderada por Diana Bianchi do Tufts Medical Center, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada no Biology of Reproduction's Papers-in-Press, usou dados disponíveis para consulta pública para extrair informação genética importante. Uma combinação de duas técnicas de análise para caracterizar células fetais raras revelou uma população mista de trofoblastos (células da placenta que fornecem nutrientes para o feto), células estaminais mesenquimais (células que mais tarde se transformam em gordura, cartilagem, ou células ósseas), e células do sistema imunológico.
Os cientistas suspeitam que as células do feto no fluxo sanguíneo da mãe ajudam seu sistema imunológico a tolerar e a não atacar o feto. A detecção de trofoblastos e células imunológicas no pulmão materno deve auxiliar estudos futuros sobre este tema, bem como pesquisas em complicações relacionadas à gravidez, como pré-eclâmpsia, explicaram os pesquisadores.
A presença de células-tronco mesenquimais fetais resgata estudos anteriores que relataram a existência de células fetais e da placenta se diferenciando para reparar órgãos maternos lesionados, tanto em camundongos quanto em humanos.
Usando técnicas de análise de expressão gênica, os pesquisadores esperam conseguir identificar os tipos de células presentes em órgãos maternos e assim determinar seus possíveis efeitos a curto e a longo prazo sobre os sistemas internos de uma mãe.

Solimar Siqueira

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