quarta-feira, março 08, 2017

Mulheres de Cuiabá participam de movimento internacional no dia 8 de Março



A manifestação será realizado nesta quarta-feira (08-03-17) na Praça Ipiranga, no centro de Cuiabá, a partir das 16h. O Dia Internacional das Mulheres de 2017 será de protestos muito mais fortes em todo o mundo, inspirado por experiências em diferentes regiões nos últimos meses. Mais de 40 países aderiram ao chamado de Greve Internacional de Mulheres. No Brasil, cerca de 30 cidades se organizam, entre elas a capital do estado de Mato Grosso.

As organizadoras dizem que há muitos motivos para lutar. Elas lembram que a cada quatro minutos uma mulher, vítima de violência sexual, física ou psicológica é atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São cerca de 147.691 registros por ano; uma média de 405 por dia, de acordo com o Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil, elaborado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz.

Os casos de assassinatos têm índices ainda mais elevados. Cerca de 4.762 mulheres perderam a vida em 2013, último período com registros disponíveis. Para compreender melhor, se dividíssemos igualmente o total dos crimes por dia, 13 mulheres seriam assassinadas em cada um dos 365 dias daquele ano.

Esse cenário coloca o Brasil entre os cinco países com maiores índices de violência contra a mulher no mundo.  

Considerando que nem sempre a denúncia é registrada, por medo ou mesmo pela naturalização da agressão por parte da vítima, teremos uma realidade certamente muito pior.


O quadro de violência reflete as relações de uma sociedade movida pelo Capital, em que o machismo, o racismo e a misoginia aparecem com a função de “otimizar” [utilizando o vocabulário neoliberal] o trabalho feminino. A capacidade de gerar, e a estrutura física diferenciada da masculina resultou, ao longo dos séculos, no fardo de concentrar atividades para além do trabalho remunerado, como a responsabilidade sobre os filhos e sobre a casa, além da desigualdade de direitos trabalhistas [e, até poucos anos atrás, sociais e civis, prejudicando, inclusive, a participação nas decisões políticas].  


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