quinta-feira, março 02, 2017

Terminado o carnaval, a atenção se volta para os desafios políticos do presidente Temer



Encerrada a pausa do carnaval, o presidente Michel Temer inicia março com uma agenda carregada de problemas para resolver. Analistas políticos dizem que os 31 dias que começam a partir de hoje serão turbulentos e muitos apostam que, se superar o que está por vir nas próximas semanas, o governo poderá ter uma sequência menos tumultuada de mandato. 

À agenda já pesada, soma-se mais uma crise que não estava prevista no roteiro. A licença médica do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para uma cirurgia na próstata, deixa a dúvida se ele, de fato, voltará ao cargo. Padilha foi citado pelo ex-assessor especial da Presidência José Yunes, amigo pessoal de Temer, como destinatário de um envelope lacrado, que teria R$ 1 milhão, enviado pelo doleiro Lúcio Bolonha Funaro, operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Ambos estão presos em Curitiba.



Padilha também aparece na delação premiada do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho. O executivo da construtora, a pedido do presidente Temer, teria intermediado a doação de R$ 10 milhões da empresa para campanhas do PMDB, incluindo a de Paulo Skaff, candidato do partido ao governo de São Paulo.


A Lava-Jato, inclusive, está no topo dos pesadelos do governo neste início de mês. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve levantar o sigilo integral — ou de apenas uma parte, não está definido ainda — das 77 delações de ex-diretores e ex-executivos da Odebrecht. A classe política está em chamas e trabalha para que todos os nomes sejam expostos de uma vez só. Apostam que, com isso, ficaria mais fácil se proteger no emaranhado de citações, denúncias e acusações espalhadas nas delações.

As estratégias recentes do meio político para tentar estancar a sangria da Lava-Jato poderão ressuscitar a pressão nas ruas. Os grupos Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua, que, em 2015 e 2016, levaram milhares de pessoas às ruas para pressionar pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, convocaram novas manifestações para 26 de março. A pauta principal dos protestos é a preservação da Operação Lava-Jato, mas os organizadores também vão defender o fim do foro privilegiado, do estatuto do desarmamento e a defesa das reformas trabalhista e da Previdência.



 

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