terça-feira, abril 11, 2017

Audiência publica mostra que Cuiabá não tem estratégia e nem ações concretas de combate ao uso de drogas



Quem acompanhou a audiência pública realizada na Câmara Municipal, a pedido e conduzida pelo vereador de Cuiabá Abílio Junior (PSC), pode ter a certeza de que o problema das drogas na área central da cidade é enorme e fica escondido debaixo do tapete.
Em uma reflexão rápida, podemos chegar a conclusão de que nada, ou muito pouco se faz pelas “autoridades”, e órgãos - bem pagos e emperrados - para resolver o problema no nascedouro do problema e também na retirada dessas pessoas das ruas e do contato com os fornecedores das drogas.
Nessa reflexão, podemos dizer que vimos até hoje é muita propaganda e pouquíssima ação concreta na busca de ao menos amenizar o problema em nossa cidade.
O pior disso tudo, é que toda a sociedade paga por isso. Paga no sentido monetário, com uso de recursos provenientes de seus tributos, e paga por viver de forma insegura.
Mas a audiência, encaminhada em tão boa hora pelo vereador Abílio, mostrou a necessidade da elaboração de um censo dos usuários de drogas, levantamento dos locais apontados como ‘cracolândia’ na região do Centro Histórico de Cuiabá e desenvolvimento de ações planejadas e intersetoriais. Também ficou claro que esse assunto tão relevante, não sensibiliza a sociedade. As galerias estavam vazias.
A audiência foi promovida com o objetivo de debater sobre ações e políticas públicas voltadas para o resgate da dignidade e da saúde das pessoas em situação de vício e vulnerabilidade social, instalados na região do Centro Histórico de Cuiabá, bem como o direito do uso seguro do espaço pelos transeuntes e turistas que possam visitar o local. HOJE SÓ OS MUITO CORAJOSOS FAZEM ISSO.
Representando o governo federal, o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, psiquiatra Quirino Cordeiro, em sua explanação, mostrou que estamos bem “desinteressados”. Ele sugeriu – com um sentido de cobrança, que há uma necessidade absoluta do censo dos usuários de drogas da região, bem como o levantamento de áreas utilizadas por essas pessoas e as unidades de apoio a elas. Coisas básicas que Cuiabá não sabe ou não as tem como “interessante”. Quirino falou que com o contingente populacional de Cuiabá, cerca de 600 mil pessoas, seriam necessárias pelo menos seis unidades de apoio psicossocial. Contudo, o município dispõe de apenas dois centros, sendo um mantido pelo Estado e outro pela rede municipal. Ele cobrou que isso tem que ser revisto e urgentemente!!!
Ao final, o vereador Abilio se comprometeu a cobrar das entidades públicas responsáveis a elaboração e execução do censo dos usuários; maior fiscalização da Universidade Federal de Mato Grosso, bares e demais pontos do Centro Histórico da Capital, quanto ao consumo livre e indiscriminado de drogas; a realização de novas audiências públicas para intensificar a temática; a elaboração de projeto municipal de políticas voltadas para pessoas moradoras de rua; a inclusão de profissionais de psiquiatria e psicologia nas escolas de rede pública municipal e a reativação do Centro POP, da Secretaria de Assistência Social de Cuiabá.

Nenel.., ele não foi!!! Deve estar preocupado em reverter a suspensão de sua aposentadoria do FAP.

Solimar Siqueira

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