sexta-feira, abril 28, 2017

De 1º a 30 de maio é período de vacinação contra a febre aftosa; 30 milhões de animais serão imunizados


Produtores rurais de Mato Grosso vão iniciar, no próximo dia 1º de maio a vacinação do rebanho de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa. Neste ano, pela primeira vez, todo o rebanho deverá ser vacinado no primeiro semestre, de 1º a 30 de maio. A expectativa é que 30 milhões de animais sejam imunizados em todo o Estado, com exceção do Pantanal.

Até 2016, a principal etapa da vacinação acontecia em novembro. Após solicitação dos pecuaristas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) inverteram o calendário. Agora, em maio é realizada a vacinação de todo o rebanho, de mamando a caducando, e em novembro são vacinados os animais de 0 a 24 meses e da região do Pantanal.
Para que a mudança do calendário de vacinação fosse possível foi avaliada uma série de questões, como, por exemplo, se os laboratórios teriam condições de atender a demanda de vacinas para todos os animais no mês de maio, e não mais em novembro, como anteriormente. Todo esse estudo foi realizado pela Acrimat, Famato e Indea, que controla todo o estoque de rebanho e vacinas em Mato Grosso.
O Instituto de Defesa Agropecuária vai aproveitar a mobilização em torno da campanha de vacinação para fazer uma atualização do estoque (número de animais) nas propriedades. O estado conta com cerca de 105 mil propriedades com bovinos. O Indea fiscaliza, em média de 3% a 4% das propriedades – atingindo a marca de cerca de 30 mil propriedades fiscalizadas.
Mato Grosso é considerado área livre de febre aftosa com vacinação há mais de 10 anos. O último caso registrado da doença no estado foi há mais de 20 anos, em 1996.
É responsabilidade de cada estado garantir a meta estratégica estabelecida pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento que compreende uma implantação gradativa de zonas livres no país, visando a erradicação da doença.
A febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa que acomete bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, cervídeos, suídeos, entre outros - os chamados animais biungulados (com o casco fendido). Ela se caracteriza pela formação de bolhas (vesículas) e erosões (úlceras) nas tetas, entre os cascos e na mucosa oral e nasal dos animais.
Quando um desses sintomas é verificado, o produtor deve procurar imediatamente uma unidade do Indea ou ligar no disk-aftosa (0800-653015). Após o contato, um médico veterinário visita a propriedade.


O vírus da doença dissemina rapidamente entre as propriedades por meio de contato com objetivos e materiais contaminados, como ferramentas, botas, entre outros, pelo trânsito de animais contaminados e até pela água e ar.

Com informações da assessoria
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