quinta-feira, abril 06, 2017

Mato Grosso e Bolívia estudam formas de ampliar relações comerciais



Gás, ureia, rodovias, destinos aéreos. No que depender do Governo de Mato Grosso cada vez mais esses assuntos estarão na pauta com o governo da Bolívia. Em reunião com o ministro de Hidrocarburos do país vizinho, Luis Alberto Sánchez, a equipe econômica do Estado, o governador Pedro Taques e o vice Carlos Fávaro apresentaram as possibilidades de mercado entre a Bolívia e Mato Grosso.
Um desses produtos é a ureia produzida pela Bolívia e que se mostra economicamente atrativa ao estado. O Brasil deve produzir nesta safra 217 milhões toneladas de grãos, sendo Mato Grosso responsável por 32% da produção de milho e 67% do algodão, os dois principais demandadores desse insumo. A capacidade de produção boliviana está em torno de 600 mil toneladas de ureia por ano, desse montante 65% deve ser destinado para o Brasil.
Além de demanda e potencial, as possíveis rotas para o transporte desse insumo também foram tratadas na reunião. Uma das possibilidades estudadas, em curto prazo, é a importação a partir de Porto de Suarez, com transporte rodoviário via Corumbá (MS), Aquidauana (MS) e Campo Grande (MS) até chegar a Rondonópolis, onde estão instaladas as principais indústrias que utilizam essa matéria prima. Em médio prazo, são analisadas possibilidades via hidrovia e ferrovia.
O vice-governador Carlos Fávaro lembrou ainda que a compra da ureia boliviana também se torna viável pelo fato de a maior parte do produto importado seguir diretamente para Rondonópolis, 250 km ao sul de Cuiabá, que atuaria como polo de distribuição.
Durante o encontro, Pedro Taques também reafirmou o interesse na importação do gás boliviano e a necessidade de renovação do fornecimento para que haja crescimento industrial em Mato Grosso com atração de investidores. “Fornecimento firme de gás da Bolívia para que possamos alargar o consumo de gás em Mato Grosso, que é uma matriz energética bem mais barata que a energia elétrica”, frisou.
Luis Alberto Sánches fez um balanço positivo da reunião e vê Mato Grosso e Bolívia como irmãos, com grandes possibilidades de parcerias. “Temos interesse em vender gás e ureia a esse gigante do agronegócio no mundo. Teremos uma segunda reunião na Bolívia para que possamos firmar acordos e seguir caminhando para o futuro. Podemos fazer bons negócios”, afirmou o ministro, acrescentando que um abastecimento de gás “constante e firme” está previsto para ocorrer a partir de 2019.  

Nos dias 12 e 13 de abril, o Estado vai se reunir novamente com representantes do governo boliviano, dessa vez na Bolívia, inclusive com a possibilidade de participação do presidente Evo Moralles, conforme adiantou o ministro Luis Alberto Sánchez. Também devem participar da reunião os governadores de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, que têm interesse no gás.

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