domingo, maio 07, 2017

Como acabar com o ressecamento do calcanhar


Não é só a pele ou o cabelo que merecem tratamento e cuidado. Uma parte do nosso corpo, que nos dá fixação e suporta o peso do nosso corpo, também precisa de atenção: os nossos pés. Independente da estação do ano, é necessário que se tenha uma preocupação especial com os calcanhares para não ter problemas no futuros. 

O ressecamento do calcanhar é resultado de uma alteração dermatológica denominada hiperqueratose e afeta milhares de mulheres e homens.
Muita gente sabe o que é, mas não conhece a causa e tratamento. E não adianta dizer que lixar resolve, porque o aspecto pode melhorar visualmente, mas o problema não deixa de existir.
Causas
A dermatologista Carolina Reato Marçon explica que o ressecamento se dá quando o processo de renovação das células corporais, incluindo as da pele, não se completa. As células mortas não são descartadas, se acumulam e formam a hiperqueratose (células cutâneas anucleadas com queratina, que compõem a camada mais externa da pele). 


"O problema pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Na planta dos pés e, principalmente, nos calcanhares.  É muito comum durante o verão, pela maior transpiração e exposição dos pés, tendo como consequência a desidratação da pele. A pouca umidade relativa do ar, tanto no verão, quanto no inverno, acaba 'roubando' a umidade natural da pele, deixando-a mais seca, sem brilho e com rachaduras", explica.

Nos idosos, a hiperqueratose plantar pode ser consequência do envelhecimento natural que acontece com a diminuição da quantidade de água na pele. Ela pode surgir também em quem se submete a alguns tipos de quimioterapia ou ingere remédios contendo arsênico. Quando a mulher está na menopausa, apresenta o ressecamento, pelo fato de produzir menos quantidade de hormônios sexuais, um dos responsáveis pela manutenção da hidratação cutânea.



"De forma geral, as causas mais comuns são: defeitos ortopédicos, hereditariedade, alterações climáticas, diabetes, doenças vasculares, micoses, agressões químicas, uso de calçados abertos nos calcanhares, traumas - tanto por lixamento excessivo, como por vícios de postura e andar descalço -, doenças como câncer, Parkinson - e outras moléstias neurológicas-, queda na produção dos hormônios pela tireoide etc", complementa o dermatologista.


Tratamento
A dermatologista explica que o tratamento depende da causa: "Se for um problema ortopédico, é necessário que uma avaliação de um ortopedista para que possa ser indicado o melhor tratamento. Às vezes, cirurgia ortopédica é necessária e resolve o problema. Outras vezes, órteses (ex: palmilhas) podem contornar a situação. Na maioria das vezes se resolve hidratando os pés com pasta composta de uréia, dimeticone ácido salicílico e lactato de amônio, que promoverá esfoliação da área".
Prevenção
Siga as recomendações da doutora e previna-se: "Para evitar rachaduras nos pés é muito importante à hidratação adequada das regiões susceptíveis, ingestão de pelo menos 2 litros de água e uso de calçados confortáveis. A pele hidratada fica mais resistente às agressões e regenera mais rápido caso ocorram lesões. Pode ser feita esfoliação uma vez por semana para eliminação das células mortas e aumentar a penetração dos ativos utilizados no tratamento. Lixa deve ser evitada ao máximo".

Em casa, você pode fazer, pelo menos duas vezes por semana, um escalda pés com 1 litro de água morna e 1/2 copo de vinagre. Deixe eles molho por, aproximadamente, vinte minutos. Isso diminuirá a aspereza da pele.
Quanto mais você cuidar da pele, menos será a probabilidade de ter rachaduras. Entretanto, se o problema persistir, é indicado procurar um dermatologista, pois só ele poderá avaliar o caso e prescrever medicamentos adequados.

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