quarta-feira, maio 31, 2017

OMS diz que 30% das mortes por câncer estão associadas ao cigarro



A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que aproximadamente 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares no mundo. Para a entidade, os fatores de risco mais significativos são dietas não-saudáveis, sedentarismo, tabagismo e consumo abusivo de álcool.
Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que cerca de 10% da população brasileira adulta é fumante e acrescenta que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes anuais – o número está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão, sendo a maior causa de morte evitável.

Para o cardiologista Roberto Cândia, o cigarro está associado a 30% das mortes por câncer em geral, 90% por câncer de pulmão, 25% por doença coronariana e 30% por acidente vascular cerebral (AVC).
“O cigarro é considerado um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, podendo levar ao aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca, dos níveis do colesterol ruim (LDL) e triglicerídeos, além de diminuir o colesterol bom (HDL)”, afirma.


As consequências do tabaco ao sistema circulatório são graves, causando lesões nos vasos sanguíneos, o que dificulta a liberação de substâncias vasodilatadoras. Além disso, o cigarro faz com que eles percam a flexibilidade, se tornando mais rígidos.

“Todos os problemas envolvendo o sistema circulatório agravam a saúde do corpo. As artérias do coração são prejudicadas, a pressão sanguínea sobe e a formação de placas de gordura são estimuladas, podendo levar à obstrução ”, destaca.


Para os fumantes, o especialista destaca que nunca é tarde para largar o hábito. “Eles pensam que após muitos anos de vício, o corpo não sentirá os benefícios após abandonar o hábito, o que é um grande equívoco. Após 20 minutos sem fumar, a pressão arterial e a frequência cardíaca voltam ao normal. Em 24 horas a quantidade de monóxido de carbono no sangue cai pela metade e em menos de 1 ano a capacidade respiratória melhora em 10%”, explica.


Além disso, o médico acrescenta que em 2 anos a chance de infarto cai pela metade, e em 10 anos um ex-tabagista terá o mesmo risco de infarto e de desenvolver um câncer que um indivíduo que nunca fumou. 


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