sábado, maio 20, 2017

Planos de saúde terão reajustes de 13,55%


Os consumidores devem preparar o bolso. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajuste de até 13,55% para os planos de saúde individuais ou familiares no período compreendido entre maio de 2017 e abril de 2018. O aumento é válido para os convênios contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O aumento atinge 8,2 milhões de beneficiários (17% dos consumidores de planos no Brasil).

O aumento é três vezes maior do que a inflação de 4,08% acumulada nos 12 meses terminados em abril. Para os especialistas, a decisão da ANS é um choque no orçamento das famílias. Não por acaso, muitas pessoas estão abrindo mão do convênio médico. Não podem pagar mais. A saída de planos de saúde se dá também por causa do desemprego: 14,2 milhões de pessoas estão sem trabalho. 

Os especialistas ressaltam, ainda, que, mesmo com os constantes reajustes das mensalidades acima da inflação, as operadoras têm, constantemente, recusado cobertura para tratamentos. Por isso, mais e mais consumidores têm recorrido à Justiça, um processo desgastante para todos. 

Segundo o advogado Rafael Robba, especialista em direito à saúde, as reclamações na Justiça contra os planos aumentam cada vez mais, pois os consumidores estão insatisfeitos com descredenciamentos abusivos de hospitais e médicos, negativas de atendimentos e a demora na autorização de tratamentos emergenciais. “O valor é muito alto para o pouco retorno em qualidade de atendimento que o paciente precisa. 

A tendência, com o reajuste de 13,55%, é de que mais pessoas enfrentem dificuldades para honrar as mensalidades.


O Estado de Minas

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