terça-feira, junho 20, 2017

Esposa de Silval Barbosa e mais cinco se tornam réus por corrupção


Ação civil por improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) e aceita pelo juiz da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, tornou a ex-primeira-dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa, e outras cinco pessoas réus em uma denúncia que foi recebida dia 12 e publicada no diário da Justiça Eletrônico desta terça-feira (20-06-17).

Roseli e os outros são acusados de participação em um esquema investigado na Operação Arqueiro, em que institutos de fachada eram usados para firmar convênios com a Secretaria de Estado de Assistência Social (Setas) para desviar recursos públicos. Roseli foi alvo de uma prisão preventiva cumprida em 2015. Ela foi presa num apartamento de luxo na cidade de São Paulo, ao lado do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
Segundo investigações do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cerca de R$ 8 milhões foram desviados dos cofres públicos por meio de cursos de qualificação realizados pela pasta comandada pela ex-primeira-dama entre os anos de 2012 e 2013.
Além da ex-primeira-dama foram denunciados a ex-secretária-adjunta da pasta, Vanessa Rosin Figueiredo, o ordenador de despesas da Setas, Rodrigo de Marchi, o ex-secretário da Setas, Jean Estevan Campos Oliveira e os empresários Paulo Cesar Lemes e Sivaldo Antônio da Silva, que se tornaram delatores doesquema e o Instituto Concluir.
Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), Roseli dava as ordens para que fossem firmados os convênios e tinha pleno domínio dos fatos ilegais. O MPE afirmou que Roseli tinha o poder de fazer cessar a “sangria” desenfreada perpetrada em conluio com servidores e o empresário Paulo Lemes, mas não o fez “permitindo o desvio dos recursos públicos, com plena ciência dos fatos, tendo, inclusive, recebido vantagem financeira”.

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