sexta-feira, junho 30, 2017

Master Coach: diferenciando propaganda de realidade *Lorena Lacerda


Resolvi escrever esse artigo que, apesar de polêmico, já me soa de “utilidade pública” há algum tempo. Portanto, decidi fazê-lo por pura congruência e desejo de contribuir para que as pessoas recebam aquilo que contrataram.

Fiz uma pesquisa no Google sobre o significado da palavra “Master”. Vieram várias respostas, das quais selecionei uma que considero aderente: a palavra “Sênior”.  Como antônimo, apareceu a palavra “Júnior”.  Dessa forma, uma pessoa “Master” em uma determinada área é alguém que já está nela há um tempo considerável para ser considerada sênior e que domina a prática e detém os conhecimentos necessários para uma entrega segura e consistente em qualquer cenário – do menor ao maior desafio.

Focando agora para o Coaching, concluímos que um “Master Coach” é alguém com anos de atuação na metodologia, que aplicou diversas vezes em diversos contextos de clientes, o que o possibilitou aprimorar a técnica e dominar o processo de trabalho de forma a, com maestria, lidar com diferentes desafios que surgem na jornada do coaching com segurança e destreza. Certo? Bem, na teoria sim. Mas, na prática, a coisa é diferente.

Tenho ouvido falar sobre diversos “Master Coaches” e, curiosa, fui pesquisar porque se intitulam assim, afinal são pessoas que até então eu não conhecia, então me interessa saber a jornada desses profissionais que trazem bagagens tão consolidadas que os tornaram “Masters” nessa tão relevante prática.

A constatação: dos que pesquisei, se intitulam “Master Coaches” porque fizeram um curso de Coaching com essa titulação. Isso mesmo! O curso lhes deu o título de ‘Masters”. Não foram centenas de horas de Coaching sendo entregues, para que todas as nuances do processo fossem conhecidas e dominadas. Foram algumas dezenas de horas de curso de coaching. Só isso.

A Federação Internacional de Coaches, em seu processo de acreditação de profissionais, prevê que um Coach para ser considerado “Master” precisa de pelo menos 2.500 horas de coaching comprovadas, além de passar por todo um sério processo de avaliação para receber tal titulação.

Como ficam aqueles profissionais que dedicaram anos de suas vidas e grande parte dos seus recursos financeiros para investir na maestria da prática do Coaching ao competirem lado a lado com “Master Coaches” de propaganda?

Bem, pobre do cliente, que infelizmente é, na maioria das vezes, desconhecedor deste contexto e cai no encantamento dos títulos. Fica o alerta para que façam um processo de contratação pra muito além dos títulos. Busquem consistência, busquem experiência, busquem comprovação do que está sendo dito. Afinal, seu tempo, sua vida e suas escolhas merecem um verdadeiro “Master Coach”.

Lorena Lacerda é diretora Geral do Grupo Valure, Master Coach de executivos e de times há mais de 16 anos.



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