segunda-feira, junho 26, 2017

Suicídio mata mais que a Aids no Brasil


O Centro de Valorização da Vida está completando em 2017, 26 anos de atuação em Cuiabá. Para comemorar esse marco, a entidade está promovendo uma semana de combate ao suicídio, que começou no dia 24 e segue até 30 de junho. A semana é um dos alertas mais urgentes vai para a necessidade de diagnóstico e tratamento das doenças psiquiátricas, que são associadas a 90% dos casos de pessoas que tomam a extrema decisão de se matar.
Entre as doenças psiquiátricas, a depressão e os transtornos de ansiedade são as mais preocupantes.
O psiquiatra e pesquisador de São Paulo, Fernando Fernandes, que é youtuber, abriu o evento, dia 24, com uma palestra sobre a polêmica série “13 Reasons Why”, da Netflix, que estreou em abril deste ano, e fez aumentar ou chamados ao CVV, que dá apoio emocional aos que estão no limiar de suicidar. A série trata da jovem Hanna Baker (Katherine Langford), adolescente que, após sofrer vários tipos de bulliyng, resolve ao final da série por um fim em si mesma, se matando.
Qualquer pessoa pode participar das discussões no Grande Oriente do Brasil, na Avenida do CPA, 4733. Entrada gratuita. Não precisa fazer inscrição.
No Brasil o suicídio mata mais que a Aids, por exemplo.


No país, o índice de suicídios na faixa dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa se comparada aos países que lideram o ranking - Índia, Zimbábue e Cazaquistão, por exemplo, têm mais de 30 casos. O país é o 12º na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento.

Para muitos especialistas, o suicídio juvenil tem contornos epidêmicos. E, para a Organização Mundial de Saúde, precisa "deixar de ser tabu": segundo estatísticas do órgão, tirar a própria vida já é a segunda principal causa da morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade - ainda que, estatisticamente, pessoas com mais de 70 anos sejam mais propensas a cometer suicídio.
Estes dados não são precisos porque há uma negligência dos governos e das sociedades em evitar essa prática no mundo.
O que se sabe é que a cada 100 mil pessoas, 17 já pensaram sobre isso, 5 fizeram planos, 3 tentaram se matar e, desses 3, apenas 1 chegou ao hospital a tempo.


Ainda, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 800 mil pessoas - de todas as idades e sexo - cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.



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