quinta-feira, junho 08, 2017

Vereador Abilio propõe troca alternada de turno e hora estendida para melhoria no atendimento das unidades de saúde de Cuiabá


Após realizar visitas em 16 unidades de saúde pública de Cuiabá, entre janeiro e maio deste ano, o vereador Abilio Junior (PSC) concluiu que a maior falha na coordenadoria desses sistemas de saúde da Capital está na gestão de serviços e insumos. Para melhoria desses trabalhos, um relatório foi elaborado pelo parlamentar e será encaminhado à Secretaria de Saúde de Cuiabá e ao Ministério Público, pedindo providências imediatas quanto algumas problemáticas constatadas nas visitas.

No relatório o vereador propõe que seja elaborado um novo modelo de gestão das unidades de saúde, com valorização do profissional e isonomia salarial, sugerindo ainda execução de horários intercalados de troca de turno e repouso dos funcionários. Além disso, o parlamentar também propõe desenvolvimento de hora estendida dos atendimentos para até as 21 horas para as unidade de Posto de Saúde da Família (PSF) e Centro da Saúde.“Como esses locais encerram suas atividades às 17 horas, o trabalhador, a mãe e o pai de família não têm como levar seus filhos em consultas médicas, sobrecarregando, assim, ainda mais as policlínicas e UPA’s”, explica Abilio.

Outras propostas, aponta o parlamentar, serão quanto a publicidade no site da Prefeitura Municipal dos relatórios e pedidos de insumos e medicamentos feitos pelas unidades e a quantia atendida pela gestão do município, das faltas e das justificativas e atestados médicos apresentados pelos funcionários; instalação de câmeras de monitoramento eletrônico dos insumos, medicamentos e das recepções das unidades de saúde; e reavaliação da cobrança das faltas cometidas pelos funcionários.

O vereador propõe ainda que haja maior qualificação profissional, especialmente aquela voltada para atendimento ao público, respeito e valorização do cidadão; e diz que ações simples como a utilização de camiseta com o dizer ‘posso ajudar’ pelos acolhedores e recepcionistas das respectivas unidades.

“Queremos que o atendimento, desde a recepção ao procedimento curativo e médico seja mais humanizado, conforme almeja o chefe do Executivo Municipal, bem como todo o cidadão que necessita dos serviços públicos de saúde”, enfatizou Abilio. Pois, conforme o vereador, além da ineficiência administrativa dessas unidades, há também o problema no mal atendimento feito por parte de alguns funcionários aos cidadãos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em duas visitas feitas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, o parlamentar chegou a acionar a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência sobre a falta de médicos plantonistas no local. Outro fato que gerou bastante indignação ao vereador, ocorreu na Policlínica do bairro Verdão, em que havia um comunicado informando que não havia atendimento para casos que não fossem classificados de risco ou graves, ou seja, que o atendimento seria apenas para os pacientes classificados como ra fichas amarelas e vermelhas, que representa bem menos da metade do atendimento médio diário, de acordo com relatório encaminhado pela Secretaria de Saúde ao vereador.  

“Ou seja, aqueles que queixavam de dores de cabeça, náusea, febre, dentre outros sintomas, aparentemente, menos grave, não seriam atendidos mesmo que não houvessem fichas amarelas ou casos prioritários a frente. E o que vimos naquele dia, foram pessoas com mais de 12 horas à espera por um atendimento tendo de buscar outras unidades ou ir para casa com dor. Isso é falta de humanização no cuidado com o cidadão. Essa espera é inconcebível, tendo em vista que a maior demanda de atendimento nas policlínicas, é de pacientes avaliados como ‘verde’ e ‘azul’”, afirmou Abilio, citando o relatório apresentado pela SMS.

Conforme esses dados, por exemplo, em 2016, na Policlínica do Planalto foram registrados 76.382 atendimentos. Desse total, 50 mil eram de pacientes avaliados como ‘verde’, representando assim mais de 65% dos casos atendidos em um ano na unidade. Na Policlínica do Coxipó, esse tipo de paciente representou 61% dos mais de 50 mil atendimentos feitos ao longo do ano passado. “Então, uma unidade não pode deixar de atender esse tipo de paciente que representa mais da metade dos casos atendidos pelas unidades. Todos têm que receber atendimento, independente da classificação em todas as unidades, e não serem despachados por serem considerados de baixo risco de morte. Isso é inaceitável”, enfatizou Abilio.

Nesse mesmo documento encaminhado pela SMS, aponta que os horários de maior demanda, geralmente ocorre entre 06h30h às 08:30h e 18h às 21h. “Justamente em horários de troca de turno, nos quais as equipes médica e de enfermagem atrasam cerca de uma hora para retomar o atendimento, tendo como justificativa a necessidade de atualizar informações sobre o funcionamento das unidades, além de atrasos ocasionais por razões de trânsito ou por acúmulo de empregos para complementar a renda”, enfatiza Abilio.
  
Dentre outras sugestões, o vereador requer melhor gestão dos serviços e insumos das unidades de saúde, bem como o cumprimento de prazos e celeridade nos despachos dos pedidos feitos pelas coordenadorias das unidades; que haja divulgação mais ampla de orientação à população quanto ao tipo de atendimento nas respectivas unidades de saúde; sanção administrativa aos servidores que descumprirem a carga horária principalmente em horários noturnos e vésperas de feriados, bem como os que ausentarem nos plantões médicos e destratarem os pacientes.

As 16 visitas foram feitas na UPA do Morada do Ouro, nas Policlínicas do Verdão, Coxipó, no Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá e no Centro de Saúde do bairro São Gonçalo. 

Dana Campos

Assessora de Imprensa/Vereador Abilio Junior

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