quinta-feira, julho 27, 2017

Ex-presidente da AACC é condenada a devolver mais de R$ 2 milhões desviados de doações para a entidade


Telen Aparecida da Costa e outras três pessoas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa, foram sentenciadas pela Justiça a ter seus bens sequestrados e bloqueio das contas bancárias até o valor de R$ 2.049 milhões desviados por eles da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACC).
Telen, o marido dela - Willian Cesar Batista de Jesus, mãe dela Edite Gonçalves de Arruda Costa, e o contador Luciano Gledson Monteiro Catelan, responderão ainda pelos crimes de peculato, falsidade de documento, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), ao longo do tempo em que ocupou o cargo de presidente da AACC/MT, Telen desviou dinheiro da Associação contando com a participação de seus familiares e do contador.
No período, foram realizadas diversas transferências bancárias efetuadas eletronicamente pela então presidente, que retirava dinheiro das contas da Associação e destinava os recursos para suas contas pessoais e de seus comparsas, bem como por intermédio de pagamentos, saques e compensações indevidas, sendo muitas dessas operações justificadas com documentos como extratos bancários, comprovantes e documentos de compensação falsificados ou inválidos.
Segundo o promotor de Justiça Sérgio Silva da Costa, “a associação criminosa identificou na atribuição de administrar a AACC uma fonte de receita espúria ao forjar contratações de serviços e transferir montantes absurdos da entidade para suas contas particulares, dinheiro esse que seria destinado ao auxílio de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, bem como aos seus acompanhantes por meio do custeio de hospedagem, alimentação, transporte para hospitais, laboratórios, aeroporto, auxilio a exames e medicamentos assim como suporte psicossocial e lúdico pedagógico”.
O promotor explica que a AACC existe há 18 anos, nos últimos 10 anos, atendeu a 27,669 pessoas doentes, atualmente 415 crianças e adolescentes com câncer de todo Estado se utilizam do local para terem a chance de fazer o tratamento com mais dignidade.
“Durante as investigações concluímos que o prejuízo da Associação foi de origem financeira e moral, pois, além do capital desviado grande parte dos doadores deixou de contribuir, gerando perda de receita no valor de aproximadamente R$ 2,330 milhões nos anos de 2016 e 2017 com afetação imediata aos atendimentos prestados e recusa de 28 novos pacientes e familiares. É importante que a população tenha consciência e esclarecimento que o duro golpe sofrido pela Associação foi praticado por apenas quatro pessoas e não por toda a diretoria. O trabalho realizado naquele local é digno, respeitável e tem salvo muitas vidas”, concluiu o representante do MPE.
Pedido de prisão preventiva - Com o oferecimento da denúncia o Ministério Público requereu a decretação da prisão preventiva de Telen Aparecida e Willian Cesar fundamentado nos arts. 311 e 312 do CPP, cujo pleito foi indeferido pela juíza da 7ª Vara Criminal. Contra essa decisão o Ministério Público apresentou recurso ao TJMT.
Com informações da Assessoria do MPE


 

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