domingo, julho 02, 2017

Porcentual de famílias inadimplentes sobe pelo 5º mês em junho, diz CNC


O porcentual de famílias com dívidas diminuiu em junho, mas o de famílias inadimplentes subiu pelo quinto mês consecutivo, revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 24,3% em junho, o nível mais alto no ano. 
A liberação de saques nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos últimos três meses não foi suficiente para reduzir o nível de inadimplência que, tem no desemprego o grande vilão.
A taxa de desemprego no País alcançou 13,6% no trimestre encerrado em abril, o pior desempenho para essa época do ano dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Marianne, a dificuldade em encontrar emprego piora principalmente a situação de famílias de baixa renda. 
A pesquisa da CNC mostra que o porcentual de famílias com contas ou dívidas em atraso em junho teve alta apenas no grupo com renda inferior a dez salários mínimos. O porcentual passou de 27,3% em maio de 2017 para 27,6% em junho de 2017. Um ano antes, 25,8% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso. No grupo com renda superior a dez salários mínimos a fatia de inadimplentes caiu para 10,8%.

Também chama a atenção o total de famílias brasileiras que declararam não ter como pagar as dívidas. Em março esse indicador alcançou o segundo maior patamar (9,9%) desde o início da pesquisa, em janeiro de 2010, e não está cedendo significativamente. Em junho o porcentual ficou em 9,6.

 

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