quinta-feira, julho 27, 2017

Veja balanço dos primeiros 15 dias do período proibitivo de queimadas em Mato Grosso


Desde o dia 15 de julho está proibido qualquer tipo de queimada no estado de Mato Grosso. Esse período proibitivo às queimadas segue até o dia 30 de setembro, podendo ser prorrogado. Mas o balanço referente aos primeiros 15 dias da restrição, entre os dias 15 e 23 de julho, mostra que tem muitos que não estão levando a sério essa determinação estadual. 57 ocorrências de incêndios florestais foram identificadas, das quais 31 foram atendidas e 26 reprimidas.
O trabalho de prevenção e combate está sendo realizado pelo Governo do Estado, em parceria com as prefeituras de 11 municípios.
Os dados referentes aos primeiros 15 dias mostram que entre os municípios com maior incidência de queimadas nesse período, estão: Colniza (15), Comodoro (10), Poconé (05), Nova Mutum (05), Chapada dos Guimarães/Cuiabá (04), Marcelândia (04), Água Boa (03), Lucas do Rio Verde (02), Cláudia (02), Santo Antônio de Leverger (02), Nobres (02), Diamantino (01), e Ipiranga do Norte (01). Cerca de 260 Bombeiros Militares (BM) e 50 civis que compõem as brigadas mistas municipais estão fazendo a mobilização em Mato Grosso.
Conforme o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente coronel Paulo André Barroso, as atividades dos brigadistas e militares não têm sido só apagar fogo. Eles recorreram a um método de trabalho baseado na educação ambiental e no diálogo, com o objetivo de promover a prevenção ativa das queimadas. “A brigada não espera a ocorrência chegar, vai a campo evitar que isso aconteça, sem deixar de lado o combate”.
Além das 11 brigadas municipais mistas, o Estado conta com o apoio das 18 unidades do Corpo de Bombeiros nos municípios mais populosos, com um efetivo de 1,4 mil bombeiros. Também há oito bases descentralizadas do BEA, que são móveis e se deslocarão para as áreas críticas e que atende prioritariamente às unidades estaduais de conservação. Outro avanço é ter duas equipes de peritos para identificar e responsabilizar aqueles que desrespeitarem a lei e fazerem uso do fogo neste período.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apostam que nesses primeiros nove dias do período proibitivo houve 628 focos de calor, número 35% menor que o mesmo período do ano passado, que registou 974 focos de calor. Gaúcha do Norte (658 km a Leste de Cuiabá) está no topo do ranking, com 53 registros (ou 8,4% do total), seguido por outras 19 cidades. Entre elas, estão: Gaúcha Do Norte, Nova Nazaré, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Nova Canaã Do Norte, Vila Bela Da Santíssima Trindade, Colniza, Tangará Da Serra, Barra Do Garças, São José Do Rio Claro, Cocalinho, Marcelândia, Nova Mutum, Comodoro, Alto Boa Vista, Nova Maringá, Poconé, Sapezal e Alto Taquari.
Já de 1º de janeiro a 23 de julho deste ano, Mato Grosso registrou 7.158 focos de calor, montante 19% inferior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 8.847 focos de calor. Na Amazônia Legal, a queda chega a 21%, com um decréscimo de 25.827 para 20.379 focos de calor no mesmo período. Apesar da redução, o Estado ainda ocupa primeiro lugar no ranking dos nove estados amazônicos, seguido por Tocantins (3.928), Pará (3.467) e Maranhão (2.940).
No período proibitivo para as queimadas, utilizar fogo para limpeza e manejo nas áreas rurais é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 1 mil a R$ 7,5 mil (pastagem e agricultura) por hectare. Nas áreas urbanas, o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro. As denúncias podem ser feitas na ouvidoria do BEA: 0800 647 7363, no 193 do Corpo de Bombeiros ou diretamente nas Secretarias Municipais de Meio Ambiente.

Com informações de Fernanda Nazário, repórter Sema/MT

 

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