sexta-feira, agosto 18, 2017

ANP quer fim de diferença entre preços do gás de botijão


O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, disse que pretende retirar da regulamentação a diferenciação de preços entre diferentes consumos de GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de botijão), vigente desde 2005.
Segundo ele, a mudança esta sendo estudada em um processo de revisão das regras do setor, que deve eliminar também restrições ao uso do combustível, que hoje não pode ser usado para aquecimento de saunas, piscinas, em caldeiras ou em motores a combustão.
"O mercado tem que ser competitivo e permitir que o consumidor escolha o combustível mais eficiente", defendeu.
Desde 2005, a Petrobras é obrigada a vender GLP com dois preços diferentes: um para o produto envasado em botijões de 13 quilos, mais usado em residências, e outro para vasilhames maiores ou a granel, mais usado por comércio e indústrias.
Em sua nova política de preços para o combustível, a estatal inclui, no preço do GLP industrial os custos de importação do produto, o que não ocorre no preço praticado para venda em botijões de 13 quilos. Ambos consideram ainda cotações internacionais mais margem de lucro da companhia.
A política de preços diferentes foi estabelecido no governo Lula em um momento de alta nas cotações internacionais do petróleo com o objetivo de conter a inflação. O preço do GLP para botijões de 13 quilos chegou a ficar congelado por 12 anos.
Atualmente, segundo estimativa das empresas do setor, o gás industrial está cerca de 40% mais caro do que o produto vendido em botijões de 13 quilos.
A nova portaria deve ser publicada em outubro. Antes, será discutida em audiência pública com representantes do mercado e da sociedade.

Folhapress
 

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