sábado, agosto 19, 2017

Após negativa de concessão de vagas em presídios federais, Orlando Perri manda soltar coronéis da PM presos por grampos ilegais


Os militares que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MP) por suposta participação no esquema de escutas executadas na modalidade "barriga de aluguel" - em que números de telefones são incluídos indevidamente em pedidos judiciais, foram beneficiados com soltura determinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando de Almeida Perri.

Perri decidiu colocar em prisão domiciliar o ex-secretário da Casa Militar, Evandro Ferraz Lesco, e o ex-adjunto da Casa Militar, Ronelson Barros.

Como medida cautelar, eles deverão usar tornozeleira eletrônica, entre outras restrições. O coronel Lesco está detido na Academia da Polícia Militar Costa Verde e Ronelson está no Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde junho por decisão do próprio Perri.


Ao determinar a revogação da prisão preventiva, Orlando Perri da a entender que a medida ocorre após o Departamento Penitenciário Nacional negar a concessão das vagas em presídios federais pleiteadas pelo desembargador para a transferência dos coronéis da Polícia Militar presos. O objetivo era impedir que eles interferissem nas investigações.

Com a decisão de Perri, seguem presos preventivamente o ex- Comandante Geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), e o  cabo da PM Gerson Luiz Ferreira que permanece no Centro de Custódia de Cuiabá. Eles são apontados como mandante e o responsável por fazer relatórios falsos de grampos militares que permitiram a realização dos grampos ilegais, respectivamente.

 

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