sexta-feira, agosto 25, 2017

Deputados, prefeito, secretários, conselheiro e ex-governador sujam o pau do galinheiro


O Silva Barbosa (PMDB) está tirando o sono de muita gente graúda do meio político, ou não, do estado de Mato Grosso. A delação premiada do ex-governador é mesmo uma bomba ‘monstruosa’, confirmando o que disse no começo do mês o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que homologou as acusações secretas.

O material entregue à Procuradoria Geral da República (PGR), com as provas de tudo que foi negociado para a ‘deduração’ traz relatos e, segundo Silval, as provas da participação de muitos que se apresentam como bons moços diante da sociedade do estado.

Do vasto material já houve a revelação do pagamento de propina de R$ 53 milhões a 5 conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) durante a 2ª metade da gestão de Silval Barbosa à frente do Estado. Dentre os beneficiados, são apontados o então presidente do TCE, José Carlos Novelli e o conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, que está afastado de suas funções pela justiça.

Segundo matéria divulgada pela TV Centro América, em 2013, o então governador lançou o programa de pavimentação que recebeu o nome de MT Integrado, que teve orçamento de R$ 1,5 bilhão para pavimentar mais de 2 mil quilômetros de estradas estaduais.
Silval teria revelado que no ano anterior ao lançamento do MT Integrado, foi procurado por Carlos Novelli, que teria exigido R$ 53 milhões em propina em troca de não atrapalhar o andamento das obras.
Além disso, segundo a delação do ex-governador, outros R$ 15 milhões foram pagos a partir de uma desapropriação no bairro Renascer, em Cuiabá, o que teria ocorrido com a intermediação do então chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). Ambos teriam recebido propina, R$ 1 milhão teria sido destinado apenas para Bezerra, segundo Silval.  
Ele delatou ainda que em 2014 houve atraso no pagamento da propina aos conselheiros do TCE e que, por conta disso, houve uma determinação por parte do conselheiro Sérgio Ricardo para suspender os editais de licitação das obras do MT Integrado, alegando falta de transparência na gestão dos recursos e irregularidades no programa.
Como de praxe, por meio de nota, o conselheiro do TCE José Carlos Novelli negou qualquer envolvimento e afirmou que a suspensão das licitações do MT Integrado ocorreram após a representação de auditores da instituição, que fazem o acompanhamento dos contratos e negou interferir na votação do Pleno para aprovar as contas do então governador, já que ele mesmo não votava na condição de presidente. 
Ainda de acordo com a matéria da TVCA, o senador Wellington Fagundes (PR) também brigou para ser beneficiado com propina desse programa.
Na época, o secretário da então Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), atual Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), era Cinésio Nunes de Oliveira, indicado político de Wellington Fagundes e Silval diz que não suportando a pressão de Wellington, autorizou a fazer repasses ao senador. Esse dinheiro vinha de propina cobrada das empreiteiras que executavam obras do MT Integrado.
Volta a mesma situação de praxe, senador Wellington Fagundes emitiu nota oficial e disse desconhecer o teor das afirmações do ex-governador à Justiça e irá se posicionar quando tiver acesso à delação premiada. 
Se isso realmente se comprovar, fica claro que quadrilhas estão infiltradas em inúmeros setores e órgãos, inclusive os que deveriam fiscalizar para combater essa prática.
Ainda tem os vídeos que mostram deputados estaduais e o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro recebendo pacotes e mais pacotes de dinheiro. O prefeito tinha tanto pacote que nem tinha bolso suficientes para por tanto dinheiro.


Pau de galinheiro perto deles é limpinho. Eles sujam!!!!


Veja matéria sobre o assunto veiculada no canal de notícias Globonews:


 

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