quinta-feira, agosto 24, 2017

Folha de São Paulo publica que delação de Silval tem vídeo do prefeito de Cuiabá recebendo propina


O Material entregue pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), apontado como o chefe de uma quadrilha que meteu a mão no dinheiro publico, sem cerimonia, vai dar muita dor de cabeça para o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), explicar aquela velha estória do Batom na cueca. O administrador cuiabano aparece em um vídeo recebendo dinheiro vivo na época em que foi deputado estadual no Mato Grosso, período de 2010 a 2014.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que homologou o acordo de delação premiada, ao que parece, estava com a razão quando disse que as acusações secretas do ex-governador de Mato Grosso era “monstruosa”. E Parece ser...
O conteúdo do acordo está mantido sob sigilo mesmo após sua validação pelo STF.
Segundo a matéria do jornal Folha de S. Paulo, envolvidos nas investigações relataram que a entrega de dinheiro para Emanuel Pinheiro registrada no vídeo teria acontecido entre os anos de 2012 e 2013 e que teria sido feita por Sílvio César Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Barbosa e seu braço direito no esquema sujo de corrupções e de coações. O pagamento, segundo Silval Barbosa, seria uma espécie de "mensalinho" para garantir apoio dos deputados estaduais ao seu governo.
A Folha diz que apurou que os valores da propina podiam chegar a R$ 80 mil. Vale lembrar que o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva também afirmou, no acordo de delação que negocia com a Procuradoria Geral da República, que o prefeito de Cuiabá se beneficiou do mensalinho.
20 ANOS DE PROPINA
José Riva detalhou ainda um esquema de compra de deputados estaduais que dominou a Assembleia Legislativa do Mato Grosso por 20 anos. Envolvidos nas tratativas de sua colaboração relataram à reportagem da Folha que ele cita nomes de parlamentares e valores de pessoas que desfrutaram deste esquema de 1995 a 2015. O ex-deputado afirmou que inicialmente o valor era de R$ 15 mil, mas foi reajustado gradativamente e, por fim, saltou para cerca de R$ 25 mil. Riva foi deputado estadual por cinco mandados consecutivos, de 1990 a 2015.
OUTRO LADO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), disse por meio de sua assessoria de imprensa que nunca recebeu "mensalinho" ou dinheiro ilícito para apoiar o governo de Silval Barbosa (PMDB). Pinheiro afirmou em nota que "refuta toda e qualquer ilação que possa ter sido alegada com intenção de enredá-lo nas supostas práticas criminosas que teriam sido admitidas numa possível delação".
O prefeito disse também que desconhece citação de seu nome em delações. Ele destacou que reitera sua absoluta confiança na Justiça e se colocou à disposição "para a elucidação dos fatos". O deputado Ezequiel Fonseca (PP-MT), apontado como um dos beneficiários do "mensalinho" pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva, confirmou que integrou a base aliada do ex-governador, mas afirmou que a informação de que recebeu propina "não procede".
"Essa relação não existe". O parlamentar disse ainda que os delatores estão "expondo todo mundo no Estado" e que a situação está "impossível" no Mato Grosso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Sílvio César Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Barbosa, que firmou acordo de delação com o Ministério Público Federal. As defesas do ex-governador e de José Riva afirmaram que não podem se pronunciar sobre acordos de delação que estão sob sigilo
Leia reportagem da Folha de São Paulo

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