quarta-feira, agosto 16, 2017

Governador reage a ultimato de hospitais filantrópicos que ameaçam fechar as portas na próxima sexta-feira por falta de recursos


“Se nada for feito, lamentavelmente, depois de 35 anos de funcionamento, o Santa Helena irá encerrar as atividades, assim como os outros filantrópicos”, afirmou o representante da Santa Helena, Marcelo Sandrin.
Esta é a indicação de três hospitais filantrópicos de Cuiabá, credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que dizem fechar as portas na próxima sexta-feira (18-08-17). A única saída para que não encerrem as atividades é o governo do Estado providenciar o repasse de R$ 12,7 milhões, que segundo eles são referentes ao aporte financeiro acordado com o ex-secretário de Estado de Saúde, Eduardo Bermudez, e mantido pelo seu sucessor João Batista Pereira da Silva. Entretanto, em fevereiro deste ano o repasse deixou de ser feito. 
Hospital Geral Universitário, Santa Helena e Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá já deixaram de receber novos pacientes que necessitam de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido a falta de recursos para manutenção do serviço.
“Estão suspensos os serviços de obstetrícia do HGU e o pronto-atendimento de pediatria e leitos de retaguarda da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e até sexta-feira (18) os hospitais paralisados irão auxiliar, com insumos e medicamentos, o Hospital Santa Helena para continuar com serviços de forma emergencial. Caso não ocorra aporte financeiro devido, os hospitais encerrarão suas atividades”, afirma a presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas Prestadoras de Serviço na Área da Saúde do Estado de Mato Grosso (Fehos/MT), Elisabeth Meurer.
Nesta quarta-feira (16-08-17), O governador Pedro Taques reagiu ao anúncio feito pelos hospitais filantrópicos. “Os hospitais filantrópicos estão ameaçando fechar as portas. Com ameaça nós não trabalhamos. O que eu não aceito é pressão. Não trabalho sob pressão”, disse Taques, durante lançamento da Delegacia da Mulher, Criança e Idoso, em Várzea Grande.

Na oportunidade, o governador voltou a afirmar que o Executivo não tem a obrigação de realizar repasses aos filantrópicos. Ele mencionou que chegou a fazer um acordo com essas unidades para socorrê-las temporariamente e que tal acordo foi devidamente cumprido.

“Temos cinco filantrópicos no Estado. Não cabe ao Governo do Estado bancar hospital filantrópico, não está na lei. Agora, apesar disso, fizemos um acordo com eles. Durante três meses, desembolsamos R$ 3,5 milhões por mês para os filantrópicos”, disse.

“Mas vejam: nós ajudamos os filantrópicos e faltou dinheiro para os regionais. Ainda assim, já estamos em dia, em 2017, com os repasses para os regionais. Estamos saldando nossos compromissos. Agora, não podemos, neste momento, ajudar os hospitais filantrópicos da maneira que eles desejam.”, afirmou Taques.

Ainda durante o evento, o governador cobrou transparência quanto aos gastos das unidades. “Os filantrópicos são importantes, são pessoas sérias. O que queremos é que abram a planilha para saber quanto se está gastando ali”, afirmou Taques.


“Vamos chamá-los novamente para uma conversa, junto com o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho. O Estado de Mato Grosso não ficará fora desse debate”, concluiu o governador.


 

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