sexta-feira, agosto 04, 2017

Hospital Geral, Santa Helena e Santas Casas de Cuiabá e Rondonópolis vão paralisar serviços e UTIs a partir de segunda-feira


Os quatro hospitais filantrópicos de Mato Grosso anunciaram que vão paralisar os serviços e atendimentos nas UTIs devido a um alegado atraso de R$ 12 milhões nos repasses por parte do Governo do Estado. A paralisação está marcada para começar na próxima segunda-feira (07-08-17).
O valor somado diz respeito aos serviços das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e serviços essenciais como os procedimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas nas 4 unidades de saúde ( Hospital Geral, Santa Helena, Santas Casas de Cuiabá e de Rondonópolis).
A presidente da Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso, Elizabeth Meurer, disse que a dívida do Estado com as instituições vem se arrastando desde 2015.
“No ano passado, elencamos uma série de perdas que estamos tendo com a falta destes repasses pela Secretaria de Estado de Saúde, mas até agora não foi feito quase nada para nos tirar desta situação", disse.
Além de cobrar o imediato pagamento do valor atrasado, os hospitais querem que o Estado elabore um cronograma de pagamentos, a fim de que não haja mais atraso nos repasses.
Apesar do alegado atrasado nos repasses, a Secretaria de Estado de Saúde informou que não existe nenhuma dívida com tais hospitais, visto que não manteria nenhum contrato com os hospitais filantrópicos.
Por meio de nota, a secretaria informou que apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses, que são usados pelas secretarias municipais de Saúde para fazer face às suas despesas, incluindo aqueles serviços contratados junto aos hospitais.
Ainda segundo a nota, o governador Pedro Taques acertou fazer repasses emergenciais para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, totalizando um repasse de R$ 7,5 milhões.
O valor mensal era para ser dividido entre a Santa Casa de Rondonópolis e as filantrópicas de Cuiabá. Na época, o governador chegou a sugerir que os hospitais usassem parte dos recursos para contratar uma consultoria que os ajudasse na reestruturação e também na gestão.


 

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