quinta-feira, agosto 10, 2017

Secretário diz que o Governo do Estado vai ouvir a opinião da população para decidir futuro do VLT


O secretário-chefe da Casa Civil José Adolpho Vieira, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quinta-feira (10-08-17), revelou que o governo do Estado vai saber da população a sua opinião sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A intenção, segundo vieira, é fazer uma consulta à população para decidir o que será feito da obra do modal, agora que a operação Descarrilho, da Polícia Federal, apontou um gigantesco emaranhado de corrupção, com pagamento de propina das empresas que compõem o Consórcio VLT, beneficiando o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e seu grupo político.
“O caminho é esse. Nós não podemos tomar uma decisão de forma isolada num projeto onde já foram gastos R$ 1,07 bilhão. Essa decisão tem que ser compartilhada com a população. Acho que o caminho, a partir dessas denúncias e da suspensão nesse momento é dentro de uma consulta popular”, justificou o secretário. 
As obras do VLT estão paralisadas desde o final de 2014, ao final da antiga gestão, e desde que o governador Pedro Taques (PSDB) assumiu o Palácio Paiaguás, no início de 2015, o caso foi parar na Justiça federal e até hoje não se chegou a uma conclusão de um acordo para definir o futuro da obra.
O governo e o consórcio já estavam prestes a firmar acordo para retomada das obras, ao custo de R$ 920 milhões para conclusão em 19 meses. Porém, com a operação policial, ela foi suspensa.
Além dos mais de R$ 1 bilhão gastos, havia previsão de pagar mais R$ 920 milhões ao consórcio, caso a obra fosse retomada. Além disso, conforme dados da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), o Estado gasta mais de R$ 16 milhões por mês com manutenção, seguros, amortização de serviços e empréstimos.
O secretário José Adolpho Vieira disse ainda que  não foi definido como a consulta popular será organizada, mas que se confirmadas as denúncias apresentadas na operação Descarrilho, “logicamente essa consulta será feita com certeza”, sentenciou.
 

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