sexta-feira, setembro 15, 2017

Com advogados a tiracolo, Gilmar Fabris se entrega na PF


Por volta das 14h25 o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) chegou à Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá. O parlamentar chegou acompanhado de advogados.
Ele entrou pelo estacionamento da PF e não falou com os jornalistas estavam na recepção da superintendência.
O delegado federal Wilson Rodrigues está ouvindo o deputado Gilmar Fabris e depois ele segue para o Instituo Médico Legal (IML), para exame de corpo de delito e depois para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
Policiais federais estiveram na residência do parlamentar e não conseguiram prende-lo. Eles foram informados que o deputado havia saido de seu apartamento, em Cuiabá, ontem, por volta das 5h30, antes de os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Luiz Fux, do STF, na 12ª fase da Operação Ararath.
Como a PF não o encontrou em sua residência, foi pedido o mandado de prisão contra o parlamentar por obstrução de provas. Segundo o mandado, ele saberia da operação e teria levado documentos antes da chegada dos agentes.
Na manhã desta sexta, ele foi informado, por telefone, que policiais federais estiveram em seu apartamento em Cuiabá a fim de cumprir o mandado de prisão.
Fabris negou ter agido para obstruir a justiça, por meio de nota enviada pela assessoria.
Leia nota na integra
Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça.
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção a sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa.

A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa.  
 

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