quarta-feira, setembro 06, 2017

Janot denuncia Lula, Dilma e mais seis petistas por organização criminosa e cobra perda de bens de R$ 6,5 bi


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) por organização criminosa os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Paulo Bernardo, Edinho Silva e Gleisi Hoffmann --senadora e atual presidente do PT- e o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto.
Segundo a acusação, pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016, os denunciados integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma presidiram o país para cometimento de uma série de delitos, em especial contra a administração pública em geral.
A denúncia de 230 páginas acusa Lula --que já manifestou intenção de ser candidato do PT ao Palácio do Planalto ano que vem-- de ser o chefe da organização criminosa.
Janot afirmou que o ex-presidente foi um dos responsáveis pelo "desenho do sistema de arrecadação da propina" ao ter atuado diretamente na negociação espúria de cargos para obter, de forma indevida, apoio político do PP e do PMDB para os interesses do seu grupo político no Congresso.
Mesmo após a sua saída da Presidência, segundo o procurador-geral, Lula continuou a exercer "liderança" do núcleo político até maio de 2016, em razão da "forte influência" que exercia sobre a então presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff.
Na denúncia, Janot acusa os oito petistas de cometerem crimes envolvendo também o BNDES e o Ministério do Planejamento. Eles receberam, conforme a peça, 1,48 bilhão de reais em propina e fizeram uma negociação espúria de distribuição de cargos públicos para que também integrantes do PP e do PMDB da Câmara e do Senado arrecadassem recursos indevidos.
A acusação só tramita no STF porque, dentre os oito acusados, Gleisi possui foro privilegiado por ser senadora.
Janot pede a condenação dos acusados a penas de prisão que variam, de modo geral, de três a oito anos de prisão. Lula poderá receber pena maior por ser apontado como o chefe da organização.
O procurador também requer a decretação da perda da função pública para os denunciados. Pede ainda a decretação da perda de bens, no valor de 6,5 bilhões de reais, em favor da Petrobras, acrescido de juros e correção monetária. Por último, cobra 150 milhões de reais para reparação de danos materiais da conduta.
 

0 comentários:

Postar um comentário