quinta-feira, setembro 14, 2017

Polícia Federal realiza operação e cumpre mandados na Assembleia, na casa do prefeito Emanuel Pinheiro e também na do ministro Blairo Maggi


A Polícia Federal (PF) realiza desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (14-09-17) a “Operação Malebolge”, que é a 12ª fase da Ararath. Nesta ação a PF cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 64 endereços. Muita gente “graúda” está sendo alvo dos federais, em residências e escritório de políticos envolvidos em esquema de corrupção em Mato Grosso. A Malebolge já é reflexo da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, à Procuradoria-Geral da República. 
Entre os muitos alvos estão a residência do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), a prefeitura de Cuiabá, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado (TCE), sede da empresa Amaggi e o apartamento do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em Brasília, onde foram recolhidos documentos.
Também em Cuiabá, os federais realizaram diligências na casa do diretor do Diário de Cuiabá - Gustavo Capilé e numa factoring localizada no prédio da empresa Solução Cosméticos. O estabelecimento, situado no Edifício Work Tower, na Rua Barão de Melgaço, é apontado como o local onde Rodrigo da Cunha Barbosa, filho do ex-governador lavava dinheiro de propina desviado dos cofres do Estado.
Outros locais onde foram realizadas diligência foram as casas dos deputados estaduais Gilmar Fabris (PSD) e Silvano Amaral (PMDB), bem como no condomínio Florais Cuiabá, na Rua 1e Sedec, na Getúlio Vargas.
No município de Juara, o alvo é a prefeita Luciane Bezerra (PSB). Ela, quando era deputada estadual, também foi gravada por Silvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa recebendo dinheiro de propina e colocando na bolsa.

Nesta operação a informação é que ninguém foi preso. 


Malebolge se refere à obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e descreve um lugar no Inferno que, de acordo com o escritor, é dividido em 10 vales.

Diz o autor, “existe um lugar no oitavo círculo do inferno chamado Malebolge, e é feito de pedra de cor ferrenha, como as paredes da encosta que o rodeia”.
No centro desse campo maligno há um poço muito largo e profundo, que descreverei quando lá chegarmos.
A faixa que resta, entre o poço e a encosta, é redonda e se divide em dez valas, concêntricas, cada uma mais baixa que a anterior. Dentro de cada vala é punida uma modalidade de fraude.

Em um dos trechos do poema, uma das almas penadas no Inferno diz; “Estou aqui por que fui um adulador e enganei pessoas com minha língua perversa”.
 

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