sexta-feira, setembro 29, 2017

Vinte cinco anos depois do primeiro impeachment, democracia brasileira está fortalecida



Há 25 anos, exatamente no dia 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados aprovava com 441 votos favoráveis a abertura de um processo de impeachment contra o então presidente da República, Fernando Collor de Mello. Assim que o deputado Paulo Romano, do antigo PFL de Minas Gerais, gritou um vigoroso "sim" no microfone daquela tumultuada sessão do Congresso Nacional – completando os 336 votos mínimos necessários – milhares de manifestantes em todo o país foram às ruas celebrar a decisão histórica.

Naquele Brasil recém-saído da ditadura militar e abalado pelos sucessivos escândalos em torno do primeiro presidente eleito após a abertura política, era grande a sede por democracia. Os chamados caras-pintadas – jovens estudantes que traziam os rostos cobertos por mensagens de "fora Collor" –realizavam protestos cada vez maiores pedindo a saída do chefe do Executivo, acusado de corrupção.

Especialistas concordam que muita coisa mudou – e para melhor – no cenário político brasileiro desde o afastamento de Collor. Mas os desrespeitos para com o dinheiro público ao que parece aumentou, se levarmos em conta a enxurrada de denúncias de "lideranças" de vários partido, com dinheiro pra todo lado. Foi dinheiro na cueca, no apartamento, na mala e tantos outros locais.

Além disso tivemos a delapidação da Petrobrás, antes maior petroleira da região, e a maior empresa do país; do BNDES - que financiou tudo o que pode para os amigos dos "líderes" petistas, e por ai vai.

De lá pra cá tivemos mais um impeachment, o da Dilma, também por acusações nada franciscanas. Temos hoje um ex- presidente, o Lula, atolado até a medula em acusações de desvios e carreação de recursos em benefícios próprios. Isso sem falar no presidente de plantão, o Michel Temer, que também está bem encrencado. 

Dependendo do andar da carruagem, o Temer pode até nem concluir o mandato. Se assim for, Temer será o terceiro presidente retirado do cargo por malversação de dinheiro público.

Mas o país, apesar de boa parte do Congresso estar mergulhada na lama, continua caminhando.  


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