segunda-feira, outubro 23, 2017

Apesar de a justiça considerar ilegal, greve de Agentes Prisionais continua e mulheres de presos fazem manifestação


Mesmo com a determinação do desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para que os trabalhadores do sistema prisional retornassem imediatamente as suas atividades, a greve da categoria, iniciada sábado (21-10-17), não foi encerrada.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen), João Batista Pereira, afirmou que a categoria irá manter a greve, apesar do movimento ter sido considerado ilegal pelo desembargador João Ferreira Filho e ele ter arbitrado multa diária de R$ 50 mil, caso a greve seja mantida.

O presidente do Sindispen disse ainda que até a manhã de hoje ainda não havia sido notificado da decisão. Ele disse ainda que tem uma reunião marcada para amanhã (terça-feira  24-10-17) com o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, e que na quarta-feira (25-10-17), será realizada uma assembleia-geral para decidir os rumos do movimento.

Como sempre, a principal reivindicação é aumento salarial.

Durante a paralisação das atividades no Sistema Penitenciário,  as visitas de familiares e amigos dos detentos estão suspensas. Os trabalhos de segurança das 57 unidades prisionais do estado, trabalhos de contenção, guarita e fornecimento de alimentação aos presos foram mantidos. Serviços como escoltas estão sendo feitos apenas em caso de emergência de saúde do preso.

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 15 esposas e namoradas de presos protestaram, em frente ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, no Bairro Carumbé, em Cuiabá.

Elas exigem o direito de visitação aos presos. Além de faixas e cartazes com os dizeres “estamos aqui pelos nossos familiares, não pelo crime que cometeram” e “exigimos a lei nº 7210 art: 41”, as mulheres ainda queimaram pneus, interditando a rua.

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