quinta-feira, outubro 05, 2017

Cervejaria deu dinheiro para pagar marketing de campanha de Silval e “comprar desmentido” de Eder Moraes



A cervejaria Petrópolis, que fabrica as cervejas Itaipava e Crystal, recebeu beneficio tributário em troca de R$ 2,5 milhões “doados” para pagar custos com o marketing de campanha de Silval Barbosa ao governo. O grupo empresarial recebeu um aditivo de incentivos fiscais, em 2011, como pagamento pela “generosidade”.

Desmentido do Eder
Pedro diz que a empresa também “deu” outros R$ 300 mil para comprar a “retratação” do ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes. 

Aliás, o recebimento de dinheiro para mudar o depoimento e livrar a “cara” do senador Blairo Maggi, Silval e outros, na compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado, foi desmentido pela defesa de Eder, no dia 12 de agosto, um dia após matéria sobre o assunto ter sido divulgada no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.

O acordo para a retratação de Eder foi confessado pelo próprio Silval em sua delação.

O ex-governador disse que ele e Blairo Maggi concordaram em pagar R$ 6 milhões a Eder, para que este “retirasse” as acusações que fez a ambos em 2014, quando tentou negociar um delação com o Ministério Público Estadual (MPE).

Os R$ 2,5 milhões 
Pedro Nadaf aponta que, durante a campanha de 2010, Silval Barbosa procurou o Grupo Petrópolis - possuidora de uma unidade de produção de cervejas em Rondonópolis - em busca de apoio financeiro para a campanha eleitoral.

Nadaf diz que após vencer a eleição, já no ano de 2011, recebeu em seu gabinete um termo aditivo do incentivo fiscal que a cervejaria já recebia por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

“O ex-governador determinou que eu firmasse a assinatura do documento, alegando que necessitava atender ao pedido do presidente do Grupo Cervejaria Petrópolis, pois havia sido companheiro dele na campanha eleitoral de 2010, já que havia pago todo o marketing de sua campanha de governo no valor de R$ 2,5 milhões”, disse.


Em razão da determinação, o ex-secretário afirmou que não teve outra saída, a não ser assinar o documento “beneficiando o Grupo Cervejaria Petrópolis com a possibilidade pleiteada de a empresa poder beneficiar grãos em outro Estado da federação, obtendo ainda os mesmos incentivos recebidos aqui no Estado de Mato Grosso”. 
 

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