quinta-feira, outubro 12, 2017

Crise? Classe média está viajando mais e mandando muito dinheiro ao exterior


As incertezas na política e a crise econômica não foram capazes de deixar o brasileiro desanimado para viajar ao exterior e até ajudaram a aumentar os gastos com viagens e remessas de dinheiro para outros países. O brasileiro viajou mais entre janeiro e agosto deste ano do que no mesmo período de 2016.

Dados do Banco Central revelam que o gasto com viagens ao exterior está 35% maior neste ano, nos oito primeiros meses de 2017, passando de US$ 9,186 bilhões para US$ 12,429 bilhões. As remessas de recursos por pessoas físicas para o exterior acumulam a expressiva alta de 69,3% no ano, somando US$ 1,312 bilhão.
As remessas financeiras (transferências de valores do Brasil para outros países com limite de US$ 100 mil) realizadas pela Confidence cresceram 51%, em volume financeiro, em agosto deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A demanda de venda de moedas estrangeiras expandiu 9% no volume financeiro, nas operações realizadas pela corretora, na mesma comparação.
Esse serviço é muito utilizado para manter intercambistas e viajantes em outros países, com uma grande quantidade de operações com valores menores, entre US$ 7 mil e US$ 8 mil. “Atribuo esse crescimento principalmente ao aumento da venda de pacotes de intercâmbio. O brasileiro, de classe média, entende que é um investimento no seu filho. Uma forma de garantir ao filho uma experiência internacional. Por mais que tenhamos passado por dificuldades econômicas, esse sonho não amainou. Continuou existindo e mesmo quando os negócios recuaram, o intercâmbio continuou crescendo”, afirmou o executivo.
Por outro lado, a crise política e econômica acabou ajudando algumas pessoas a finalmente colocarem em prática o sonho do intercâmbio ou de mandar os filhos para o exterior, como um investimento na carreira. 
 

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