domingo, outubro 22, 2017

Kleber Lima diz que provas contra ele serão usadas para inocentá-lo de acusações


O jornalista Kleber Lima, secretário do Gabinete de Comunicação do Governo do Estado, falou à imprensa durante a Caravana da Transformação, que termina neste domingo em Tangará da Serra, que o seu afastamento do cargo foi por questões políticas, já que todas as provas apresentadas contra ele servem para inocentá-lo.

A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, que o afastou, no dia 28 de setembro, atendeu um pedido do promotor de Justiça Mauro Zaque sob acusações de servidores do Estado que denunciaram ele por assédio sexual e moral. Também por força de liminar proferida no dia 09 de outubro pela desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves Rodrigues, Kleber Lima foi reconduzido ao cargo. 

Segundo Lima, nas gravações, não há nada que o comprometa. “A minha maior defesa são as provas juntadas contra mim. Ou seja, em mais de 10 horas de áudio não há absolutamente nada que me comprometa e me envergonhe", afirmou.

Para ele, a liminar que revogou seu afastamento representa parte da injustiça que foi feita.  “A liminar só reparou meu afastamento. Porque a pena máxima que eu poderia sofrer era a perda da função. Então naquele caso eu já fui punido. Sem ser ouvido. A única pessoa que me ouviu até agora nesse caso foi o meu advogado”, desabafou.

Para o secretário, todos os colegas que respondem por pastas no Staff do Governo só estão sendo atacados e usados para atacar politicamente o governador Pedro Taques (PSDB). “Eu não sou o tipo de homem que pula do barco. Se querem me tirar da guerra é melhor me matar. Melhor me abater. Eu só estou ferido. Mas ainda estou de pé, lutando e acreditando muito no governador e no projeto político que ele está desenvolvendo para Mato Grosso”, finalizou.

No recurso, a defesa do secretário, representada pelo advogado Paulo Fabrinny Medeiros, requereu que o processo se tornasse público, para permitir que a sociedade saiba quem são as três servidoras responsáveis pela denúncia, assim como o radialista efetivo da Gcom que sustentou a acusação de que sofrera assédio moral.


A defesa relata que Kleber foi gravado clandestinamente por cerca de 7 meses e que nenhum dos trechos apresentados o compromete. Enfatiza que diálogos reproduzidos pela TVCA foram tirados do contexto e forjados e que, assim que divulgados na íntegra, irão esclarecer e derrubar a tese de que teria praticado crime de assédio ou até mesmo feito ameaça ou coação.

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