segunda-feira, novembro 13, 2017

Confira o grau de influência nas redes sociais dos candidatos a presidente da República


A pouco menos de um ano da disputa nas urnas em 2018, partidos, candidatos e marqueteiros ainda afinam o discurso que utilizarão para tentar conquistar o eleitorado. Se a munição ainda está sendo escolhida, a arma, no entanto, está cada vez mais calibrada: as redes sociais. Com a limitação de gastos de campanha, especialistas em marketing eleitoral consideram que o uso da internet será decisivo. E sai na frente quem tem uma maior amplitude de seguidores.

Por meio do Raid.Cloud, um software normalmente utilizado para identificar fraudes em empresas de telecomunicações, a multinacional portuguesa WeDo Technologies fez uma análise, a pedido dos jornais Estado de Minas e Correio Braziliense, das contas no Twitter e no Facebook dos (até agora) principais postulantes ao Palácio do Planalto.

Entre as suas diversas aplicações, o Raid.Cloud analisa o risco de um perfil ser falso, a forma que utiliza as redes sociais e quantos e-mails e telefones são vinculados à conta. Empresas de telefonia, por exemplo, costumam utilizar o software para prevenir fraudes em ligações internacionais 

Cruzando dados como quantidade de seguidores, tuitadas, postagens e o engajamento obtido (compartilhamento e comentários, por exemplo), a aplicação montou um ranking sobre influência, exposição da vida pessoal e força emocional dos candidatos. Detalhe: foram analisadas apenas as postagens públicas (principalmente no Facebook, que permite a publicação de textos apenas para os “amigos”) dos presidenciáveis. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), tem conta apenas no Twitter. O uso maléfico das redes por atores mal-intencionados ainda são um desafio para eleitores e candidatos.

No quesito influência nas redes sociais, entre os 11 nomes analisados pelo software, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sai na frente. Em uma escala de zero a 100 entre todos os usuários do Twitter e do Facebook, o petista atingiu 64, seguido pela ex-senadora Marina Silva (59) e o deputado federal Jair Bolsonaro (58). O outsider João Amoedo, do Partido Novo, é o menos de influente nas redes, com 44. 

Já na análise da exposição da vida pessoal nas redes sociais, a ex-ministra do Meio Ambiente é a que mais publica textos e imagens, com 7, seguida por João Amoedo, com 6. Os números obtidos, no entanto, são bem abaixo da média da população, que costuma ficar na faixa de 25%, no caso brasileiro. Ou seja, nossos presidenciáveis não gostam muito de expor a família e amigos nas postagens públicas.


Em relação ao intervalo emocional dos candidatos, um índice que mede a capacidade de o usuário responder e tratar de temas mais variados possíveis nas redes sociais, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, o eventual substituto de Lula na chapa petista em caso de impedimento do ex-presidente de concorrer por causa das condenações na Operação Lava-Jato, aparece em primeiro, seguido por Bolsonaro. Lula é o último.

Fontes: Estado de Minas e Correio Braziliense


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