sexta-feira, novembro 24, 2017

Existem mais de 40 milhões de escravos no mundo


A recente revelação da venda de migrantes africanos na Líbia não é um caso isolado: mais de 40 milhões de pessoas no mundo, incluindo um quarto de crianças, vivem atualmente em regime de escravidão.
A noção de escravidão moderna engloba o trabalho forçado, que afeta 25 milhões de pessoas, e o casamento forçado (15 milhões). Mas esses números são, sem dúvidas, subestimados, ressaltam a Organização Mundial do Trabalho (OIT), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o grupo de defesa dos direitos humanos Walk free Foundation que realizaram o estudo em conjunto. 

Trabalho forçado
Cerca de 25 milhões de pessoas são trabalhadores forçados, principalmente em casas particulares (um quarto), mas também em fábricas, em construções, nos campos.
O estudo cita o exemplo de 600 pescadores retidos em barcos em águas indonésias durante muitos anos.
Entre os trabalhadores forçados, cerca de 5 milhões de pessoas são forçadas a se prostituir e um pouco mais de 4 milhões são vítimas de trabalho imposto pelo país (trabalho obrigatório na prisão, abuso de recrutamento...)

Mulheres e meninas
Mulheres e meninas representam 71% dos escravos, o que representa quase 29 milhões de pessoas. Uma a cada quatro vítimas da escravidão moderna é criança, cerca de 10 milhões de indivíduos.
Cerca de 15,4 milhões de pessoas são casadas contra sua vontade. Mais de um terço são menores de 18 anos e, nesses casos, são quase todas mulheres. Esta forma de escravidão é especialmente prevalente na África e na Ásia.
Além disso, as mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na prostituição.

Ásia
Cerca de 62% dos casos de "escravidão moderna" foram revelados na Ásia e no Pacífico. Esta região é a primeira em número de vítimas, seja por exploração sexual (73%) ou casamentos forçados (55%). 
Mas é na África que os casamentos forçados são mais frequentes, 4,8 para cada 1.000 pessoas, ou seja duas vezes mais que a frequência mundial (2,1 por 1.000). 

Agence France-Presse

0 comentários:

Postar um comentário