sexta-feira, novembro 03, 2017

Otimistas com as vendas de final de ano, lojistas pensam em contratação de temporários 10% maior este ano


Ao que parece as nuvens carrancudas que pairavam sobre a economia nacional estão se dispersando. Um dos indicadores é o otimismo entre lojistas que atuam em shoppings ou na região central de Cuiabá, quanto as vendas para este final de ano e a elevação do número de contratados temporários para o período. Para os lojistas, este pode ser o melhor período de vendas dos últimos 4 anos.
Essa onda de otimismo não vem de setores isolados. O presidente da União dos Lojistas de shoppings de Mato Grosso, Geraldo Prado, as lojas desse segmento também espera significativa elevação de vendas e de contratação de funcionários temporários. Na próxima segunda-feira (06-11-17) haverá uma reunião ampliada de lojistas para definição das contratações e setores.
Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê o aumento de vendas após 2 anos consecutivos de queda e estima a contratação de 73,1 mil trabalhadores temporários, no país, um avanço de 10% em relação aos 66,7 mil postos criados no ano passado.
Em relação ao volume de vendas do fim de ano, a CNC prevê avanço de 4,3% no varejo, o equivalente à movimentação financeira de R$ 34,3 bilhões até dezembro.
Em Mato Grosso, a Fecomércio estima que os números também devem ser positivos, seguindo proporcionalmente os percentuais nacionais, sendo que nas contratações, pode até apresentar um resultado ainda mais otimista.
Os maiores volumes de contratação deverão se concentrar no segmento de vestuário (48,9 mil vagas) e no de hiper e supermercados (10,4 mil vagas). Além de serem os “grandes empregadores” do varejo – juntos eles representam 42% da força de trabalho do setor – esses segmentos costumam responder, em média, por 60% das vendas natalinas.
O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.191; avançando, portanto, 7,1% em termos nominais na comparação com o mesmo período do ano passado. O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.446), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.391); contudo, esses segmentos deverão ofertar apenas 2,1% das vagas totais a serem criadas no varejo.
Diante da perspectiva de retomada lenta e gradual da atividade econômica e do consumo no início de 2018, bem como dos impactos positivos sobre o emprego decorrentes da reforma trabalhista, a taxa de contratação dos trabalhadores temporários deverá voltar a crescer após o Natal.
Ao contrário da média dos dois últimos anos, quando apenas 15% dos trabalhadores contratados em regime temporário foram efetivados após o fim do ano, a reação mais positiva da economia deverá elevar esse percentual para cerca de 27%, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens.

Com informações de assessorias de imprensa 

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