quinta-feira, novembro 30, 2017

Passagem de ônibus em Cuiabá deve saltar para R$ 3,85 em janeiro


Quem se utiliza do transporte coletivo em Cuiabá é bom reforçar as reservas para custeio das passagens de ônibus a partir de janeiro. O aumento deve ser de 25 centavos de real, passando dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,85.
Esse valor é estimado por levantamento realizado pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e já foi entregue para análise do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro- o homem do dinheiro no paletó) - e na sequência deve passar pelo Conselho Participativo.
Caso tenha o OK da prefeitura, o projeto será exposto nas audiências públicas. Caso aprovado pela população, o novo valor passa a valer no dia 2 de janeiro do próximo ano.
Conforme o diretor presidente regulador da Arsec, Alexandre Bustamante, para o cálculo foi levado em consideração o valor da tarifa vigente expresso em real, preço do diesel, variação do custo de veículos e de salário do motorista, despesas da empresa que fornece o serviço referente ao 4º mês anterior à data de reajuste.
Após passar pelo Conselho Participativo, os diretores da Arsec devem marcar as audiências públicas para apresentar esclarecimentos sobre o reajuste tarifário ordinário dos serviços públicos, esclarecendo as dúvidas que ainda persistam. “O objetivo é deixar os estudos econômicos às claras à população, que é a principal atingida pelo reajuste”.
Mas, enquanto o estudo da Arsec aponta para aumento na tarifa do transporte público, o secretário de Mobilidade Urbana (Semob) da capital, Antenor Figueiredo, lembra que o prefeito Emanuel “Dinheiro no Paletó” Pinheiro, disse no início deste ano, quando negou o aumento, que “só haverá reajuste caso as empresas cumpram com o acordado em contrato, especialmente no que se refere à troca da frota de veículos. Caso contrário, não é possível cobrarmos dos usuários por um serviço de baixa qualidade”.
Figueiredo lembra que o prefeito já frisou em fevereiro deste ano que o cidadão cuiabano já paga muito caro pelo serviço que há anos vem sendo classificado pelos usuários como péssimo. “O prefeito exigiu uma discussão em torno da qualidade do transporte público e somente após isso é que se discutiria o reajuste”.
Com relação ao levantamento da Arsec que visa o aumento de R$ 0,25 na tarifa do serviço, Figueiredo diz que as empresas ainda têm tempo para cumprir o que foi firmado em contrato e garantir o reajuste. “O contrato é claro e se não fosse para cumpri-lo, não teríamos necessidade de assinar. As empresas se comprometeram em realizar 100% da troca dos ônibus antigos por novos. Mas, isso não foi cumprido”.



0 comentários:

Postar um comentário