sábado, novembro 11, 2017

Prefeito anuncia medidas para amenizar o "caos" que se instalou na saúde de Cuiabá


O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) convocou coletiva de imprensa na tarde  desta sexta-feira (10-11-17) e anunciou a criação de uma comissão de crise para conter o "caos" que se instalou na saúde pública  em Cuiabá com falta até de material báisco de segurança dos profissionais do setor e para atendimento da população.
O comitê de crise prevê medidas já iniciadas nas primeiras 24 horas como a liberação de R$ 2 milhões para a compra de insumos e medicamentos que já chegaram ao Pronto-Socorro de Cuiabá.
O prefeito anunciou também a liberação, de imediato, de R$ 10 milhões de fontes do tesouro municipal para destinar ao Hospital e Pronto-Socorro da Capital, já que a unidade de saúde enfrenta superlotação com mais de 160 pacientes espalhados por corredores e falta de insumos e medicamentos básicos.
Outra medida a ser realizada é um levantamento para devolver pacientes sem risco de vida para suas casas, principalmente moradores de cidades do interior que foram encaminhados para a Capital e permanecem na unidade hospitalar.
O prefeito lembrou que é grande número de transferências e encaminhamentos vindos do interior para Cuiabá, o que, segundo ele,  resultou em superlotação e na insuficiência de insumos. 
 Cerca de 65% dos pacientes do Pronto-Socorro são do interior, enquanto 35% representam a população da baixada cuiabana (cidades que permeiam a Capital). Atualmente, o hospital conta com 271 leitos, no entanto existem 346 pacientes internados. Deste total, 163 se encontram nos corredores e recepção da unidade aguardando algum tipo de atendimento.

Entre os motivos para o colapso no Pronto-Socorro, o prefeito cita algumas unidades de saúde que estão fechando as portas pelo interior por falta de recursos financeiros. Entre elas, estão os hospitais regionais de Cáceres, Sorriso, Sinop, Pontes e Lacerda e a Santa Casa de Rondonópolis que fechou a UTI de Pediatria.


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